Onfly projeta movimentar R$ 760 milhões em hotelaria em 2026

Travel tech estima transacionar 2 milhões de diárias no ano e amplia equipe dedicada ao sourcing de hotéis

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

A Onfly projeta movimentar R$ 760 milhões no segmento de hotelaria em 2026, alta de 70% em relação ao ano anterior. A empresa estima encerrar o ano com cerca de 2 milhões de diárias transacionadas, o que a colocaria entre os três maiores clientes corporativos das principais redes hoteleiras do Brasil.

Como parte da expansão da operação, a empresa vem ampliando o uso de seu canal direto. Atualmente, 60% das vendas de hospedagens são realizadas por esse canal. A operação utiliza um software próprio de gestão de viagens (OBT, ou Online Booking Tool), que conecta canais diretos e indiretos para selecionar opções de hospedagem para clientes corporativos.

A Onfly também ampliou a equipe de Sourcing de hotéis, com profissionais dedicados ao relacionamento, negociação e integração tecnológica com redes hoteleiras e hotéis independentes em diferentes regiões do país.

O desempenho da empresa ocorre em um cenário de crescimento das viagens corporativas. Segundo levantamento da FecomercioSP em conjunto com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), o mercado de viagens corporativas movimentou R$ 102 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2026, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025. Junho concentrou o maior volume do período, com R$ 17,3 bilhões em gastos com viagens, recorde para o mês.

“Não é possível construir uma área de sourcing eficiente sem se relacionar de verdade com nossos hotéis parceiros, e relacionamento genuíno é um fator humano que nenhuma tecnologia consegue substituir”, afirma Lucas Botelho, head de Sourcing de Hotéis da Onfly. “O time de sourcing da Onfly dedicado a hotelaria foi construído para criar laços verdadeiros, gerando mais negócios e rentabilidade para ambas as partes, maior controle de distribuição e mais velocidade na resolução de problemas, tornando toda a operação mais eficiente para quem mais importa: nosso cliente final”.

Segundo Lucas, a expansão do canal direto não elimina a utilização de brokers pela empresa. “Eles continuam sendo uma opção, principalmente, para dar acesso a pequenos negócios e ampliar alcance. Quando conectamos o hotel diretamente à nossa plataforma, não estamos tentando substituir os canais indiretos que o hotel já utiliza, mas sim oferecendo uma rota de distribuição mais rentável, com prazos claros e controle do cliente final para a hotelaria”, destaca o executivo.

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