A Embratur participou da 10ª Conferência Internacional da Diversidade, realizada em São Paulo até sábado (26), com discussões sobre o turismo LGBTQIA+ e a participação da diversidade na promoção internacional do Brasil. Segundo dados apresentados pela agência, o segmento movimentou US$ 357 bilhões no turismo mundial em 2025 e a estimativa é de que alcance US$ 604 bilhões até 2032.
A Embratur também apresentou dados sobre o comportamento desse público. Segundo a agência, 77% dos viajantes LGBTQIA+ utilizam o Instagram como fonte de informação e inspiração para viagens, enquanto 50,5% preferem realizar compras diretamente nos sites de companhias aéreas, hotéis ou plataformas de viagem.
Representando a Coordenação de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas (CADI), participaram do evento Tania Neres, coordenadora, e Leonardo Alves, assessor executivo. A participação teve como foco o diálogo com empresas, destinos e representantes do segmento.
Entre os mercados considerados prioritários pela Embratur estão Estados Unidos, Argentina, Espanha, Reino Unido e Chile. A seleção leva em conta fatores como relevância para o turismo internacional brasileiro, conectividade aérea, presença da comunidade LGBTQIA+ e potencial de promoção dos destinos nacionais.
Durante a conferência, a agência destacou a necessidade de destinos e empresas considerarem as características desse público na estruturação de produtos, experiências e ações de promoção. A estratégia também envolve diálogo com o trade turístico e iniciativas de qualificação da oferta e posicionamento dos destinos brasileiros em segmentos com potencial de geração de fluxos turísticos e negócios.
Para Bruno Reis, presidente da Embratur, a diversidade também está relacionada à competitividade do turismo brasileiro no exterior.
“A diversidade é uma das maiores forças do Brasil e precisa estar presente na forma como apresentamos nosso país ao mundo”, afirmou Bruno Reis, presidente da Embratur.
“O turismo LGBTQIA+ é um mercado estratégico, formado por viajantes que buscam destinos onde possam viver experiências com liberdade, respeito e segurança. Queremos transformar a nossa pluralidade em uma viagem competitiva para os nossos destinos, gerando mais viagens, negócios e fazendo com que os benefícios do turismo cheguem a diferentes territórios e comunidades”, completou Reis.
“O turista internacional escolhe o Brasil pela nossa diversidade e pelo acolhimento único que só a brasilidade oferece. Na Conferência Internacional de Diversidade, nosso papel é dialogar com o trade e com os destinos para mostrar que investir no Turismo LGBTQIA+ é também uma estratégia inteligente de desenvolvimento econômico para o setor”, destacou Tania Neres, coordenadora da Coordenação de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas (CADI).
Conferência Internacional da Diversidade
Em sua 10ª edição, a Conferência Internacional da Diversidade teve programação dividida em três eixos: turismo LGBTQIA+, negócios inclusivos e esporte e cultura.
O evento reuniu profissionais e representantes dos setores de turismo, negócios, esporte e cultura para discutir oportunidades relacionadas à pluralidade e à inclusão.












