Mais de 63,2 milhões de passageiros viajaram sem seguro viagem no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento realizado pelo Affinity Seguro Viagem com base em dados públicos da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entre janeiro e junho, foram considerados 65,2 milhões de passageiros nos mercados nacional e internacional, dos quais 63,2 milhões não tinham seguro viagem.
No mercado internacional, 15 milhões de passageiros realizaram viagens no período. Desse total, 1,5 milhão viajaram com seguro viagem, enquanto 13,5 milhões embarcaram sem a proteção, o equivalente a aproximadamente 89,8% dos passageiros internacionais.
Entre os passageiros de viagens nacionais, foram 50,2 milhões no primeiro semestre. Apenas 520,1 mil contavam com seguro viagem, enquanto 49,7 milhões, ou aproximadamente 99% do total, viajaram sem a proteção.
Somados os dois mercados, 2 milhões de passageiros tinham seguro viagem no período, diante dos mais de 63,2 milhões que viajaram sem a proteção.
Seguro na distribuição de viagens
Segundo o Affinity, os dados também permitem analisar a presença do seguro viagem na comercialização de passagens, hospedagens e pacotes. Para a empresa, o produto pode ser oferecido durante o planejamento da viagem, junto aos demais serviços contratados.
Para o diretor de Marketing do Affinity Seguro Viagem, Alexandre Lança, o agente de viagens participa de diferentes etapas da jornada de compra e pode considerar o perfil do viajante, o destino e as características do roteiro ao apresentar as opções de proteção.
“Os números mostram de forma muito clara o tamanho do mercado que ainda temos pela frente. Mais do que olhar apenas para a carteira de clientes que já compra seguro viagem, é importante enxergar o universo de pessoas que continuam viajando sem essa proteção. Existe uma oportunidade enorme para agentes e corretores ampliarem sua atuação e, ao mesmo tempo, contribuírem para que mais viajantes tenham acesso a uma viagem mais protegida”, afirma o diretor.
Riscos durante a viagem
O levantamento também chama atenção para situações que podem ocorrer durante uma viagem, como problemas de saúde, acidentes, necessidade de atendimento médico ou odontológico, extravio de bagagem e cancelamentos. Os custos e as condições de cobertura dependem da apólice contratada.
“Em viagens internacionais, a atenção é ainda maior, já que despesas médicas podem atingir valores elevados dependendo do destino. É nesse momento que o agente pode assumir um papel consultivo, explicando ao cliente que o seguro não deve ser considerado apenas uma formalidade, mas uma ferramenta de proteção para diferentes situações previstas na apólice”, ressalta Lança.
Seguro integrado ao planejamento
Para o diretor, a inclusão do seguro desde o início da negociação pode fazer com que o produto seja tratado como parte do planejamento da viagem, ao lado de passagens, hospedagem, transfers e passeios.
“Quando o agente amplia a conversa sobre a viagem e passa a considerar também os imprevistos que podem acontecer durante o roteiro, o seguro deixa de ser apenas mais um item da venda. Ele passa a fazer parte da experiência que o profissional está ajudando a construir para o cliente. E existe um enorme universo de passageiros que ainda não recebe essa oferta”, complementa o diretor.











