O início de um novo ano é sempre um convite à reflexão. Ao olharmos para 2026, fica evidente que o turismo passa por uma transformação profunda. O viajante está mais consciente, informado e atento ao impacto das suas escolhas. Ele busca experiências autênticas, contato com a comunidade local e um turismo que respeite o meio ambiente em todas as etapas da jornada.
Um exemplo disso é que o turismo global está mais distribuído e menos concentrado. Os destinos tradicionais europeus e norte-americanos concentravam 61% das chegadas internacionais na década de 1980 e até 2024 passaram para apenas 40%, segundo a ONU Turismo. Novos destinos, inclusive o Brasil, ganharam força e competitividade justamente por oferecerem esses diferenciais.
Nesse contexto, o ESG deixa de ser um conceito e passa a orientar decisões concretas. No eixo ambiental, a preocupação vai além da hospedagem ou das atrações: envolve também a forma como o turista se desloca, o uso eficiente de recursos e a redução das emissões ao longo da viagem.
No aspecto social, cresce a valorização de fornecedores locais, da acessibilidade e da qualificação dos profissionais que atuam diretamente no atendimento ao visitante, promovendo inclusão e fortalecendo a economia dos destinos.
Já a governança se reflete em transparência, uso inteligente de dados e critérios claros na tomada de decisão, tanto por parte das empresas quanto dos destinos turísticos. Relatórios, métricas e processos bem definidos passam a ser diferenciais competitivos.
Em 2026, viajar será, cada vez mais, um ato de consciência. E o setor de turismo que entender seu papel econômico, social e ambiental estará mais preparado para atender um viajante que quer viver o destino, e não apenas passar por ele.

