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Corrida por jatos chegam a R$ 1,8 milhão após fechamento de aeroportos em Dubai

Escalada no Oriente Médio paralisa hub global e dispara demanda por aviação executiva

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

Os ataques do Irã a Dubai, em retaliação às ações dos Estados Unidos e de Israel, provocaram o fechamento do aeroporto da cidade e desencadearam uma corrida por voos privados para deixar os Emirados Árabes Unidos. O impacto atinge um dos principais hubs globais de turismo e conexões internacionais, ampliando a tensão no setor aéreo da região.

Com o bloqueio das operações em Dubai, passageiros passaram a buscar rotas alternativas. Parte dos viajantes seguiu por via terrestre até Omã, em deslocamento de aproximadamente quatro horas e meia, para embarcar pelo aeroporto de Muscat, que segue operando, ainda que com atrasos. A maior parte dos voos comerciais rumo à Europa, no entanto, já está esgotada até o fim da semana.

A escassez de assentos elevou a pressão sobre o mercado de aviação executiva. Segundo o jornal britânico The Guardian, a corretora JetVip, sediada em Muscat, informou que um voo para Istambul em um jato Nextant passou a custar cerca de 85 mil euros, aproximadamente R$ 514 mil, valor quase três vezes superior ao habitual.

Em voos fretados para Moscou, assentos individuais chegaram a 20 mil euros, cerca de R$ 121 mil por passageiro. Já a empresa austríaca AlbaJet relatou que a disponibilidade de aeronaves está extremamente limitada, com voos para a Europa ofertados por cerca de 90 mil euros, o equivalente a R$ 544 mil.

O cenário é ainda mais oneroso para quem tenta sair da região pela Arábia Saudita. De acordo com Ameerh Naran, da Vimana Private Jets, voos partindo de Riad para a Europa podem alcançar 350 mil dólares, aproximadamente R$ 1,8 milhão na cotação atual.

Além da demanda explosiva, o mercado enfrenta restrições de seguro e decisões de proprietários que optaram por não posicionar aeronaves na área de conflito, reduzindo ainda mais a oferta. Enquanto a elite financeira busca alternativas milionárias para deixar a região, milhares de turistas permanecem retidos em hotéis e cruzeiros, aguardando a retomada das operações aéreas.

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