Os governos dos Emirados Árabes Unidos e do Catar anunciaram que irão custear hospedagem e alimentação de passageiros retidos em seus territórios devido ao fechamento do espaço aéreo após os ataques envolvendo o Irã. A medida busca mitigar os impactos da suspensão de voos comerciais na região do Golfo.
Nos Emirados, a Autoridade Geral de Aviação Civil informou que o Estado está assumindo “todos os custos de acomodação e hospitalidade” dos passageiros afetados. O Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi enviou circular aos hotéis solicitando a extensão das estadas até que os viajantes possam deixar o país. “O custo da estada estendida será coberto pelo DCT Abu Dhabi”, informou o órgão.
Em Dubai, o Departamento de Economia e Turismo também orientou os hotéis a facilitar a prorrogação das reservas nas mesmas condições previamente contratadas. Segundo comunicado oficial, a cidade mantém atuação coordenada entre governo e setor privado para garantir atendimento aos visitantes.
De acordo com autoridades locais, cerca de 20.200 passageiros foram impactados por cancelamentos ou remarcações de voos nos Emirados.
Catar adota medida semelhante
No Catar, a autoridade de turismo emitiu comunicado nesta segunda-feira (2) solicitando que hotéis estendam a hospedagem de turistas impedidos de deixar o país. O governo informou que irá cobrir os custos adicionais, destacando que “a segurança e o bem-estar dos visitantes permanecem entre as mais altas prioridades”.
O fechamento do espaço aéreo suspendeu todas as operações no Hamad International Airport, com orientação para que passageiros não se desloquem ao terminal até nova atualização. A Qatar Airways informou que divulgará novo posicionamento operacional em 4 de março.
Nos Emirados, a Etihad Airways retomou voos de forma limitada, assim como a Emirates.
Impacto regional
A crise também levou ao fechamento do espaço aéreo do Kuwait. O Kuwait International Airport teve o Terminal 1 atingido por drone em 28 de fevereiro, com nove trabalhadores feridos. Autoridades avaliam danos para restabelecer as operações.
Outras companhias da região, como Oman Air e Saudia, anunciaram cancelamentos temporários em múltiplas rotas no Oriente Médio e Europa.

