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América do Sul é o 3º maior mercado internacional dos EUA; Brasil lidera crescimento

Brasil lidera América do Sul com 6,9 milhões de vistos ativos e alta de 9% na oferta aérea para os Estados Unidos

Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

Rio de Janeiro (RJ) – A América do Sul mantém posição estratégica no turismo internacional dos Estados Unidos. Os dados apresentados por Fred Dixon, presidente do Brand USA, durante a Travel Week South America, no Grand Hyatt Rio de Janeiro, confirmam a relevância da região tanto em volume quanto em impacto econômico.

Segundo o executivo, o bloco sul-americano ocupa atualmente a terceira posição entre os mercados internacionais (overseas) para os Estados Unidos. “A América do Sul ficou como o terceiro maior mercado overseas para os Estados Unidos como região, com 5,4 milhões de visitantes em 2025”, declara.

Mesmo diante de um cenário global instável, o fluxo se manteve consistente. “Esse número se manteve estável e somos muito gratos por isso”, celebra.

Além do volume de chegadas, o gasto do turista sul-americano reforça o peso estratégico do mercado. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru foram responsáveis por quase US$ 20 bilhões em despesas no último ano. “Somente no ano passado, viajantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru geraram quase US$ 20 bilhões em gastos de visitantes em todo os Estados Unidos”, destacou.

O ticket médio elevado é um dos diferenciais do perfil regional. “O gasto médio por viajante de lazer da América do Sul nos Estados Unidos é de US$ 2.970 por viagem.” Além disso, trata-se de um viajante que percorre múltiplos destinos dentro do país. “O viajante médio da América do Sul visitará de duas a três cidades nos Estados Unidos”, complementa.

Os estados mais visitados continuam sendo Califórnia, Flórida, Nova York, Nevada e Texas, mercados que concentram forte presença do turista brasileiro.

Conectividade em alta

A expansão da malha aérea sustenta esse desempenho. Em 2025, a região registrou entre 790 e 800 voos semanais diretos para os Estados Unidos. “No ano passado vimos mais de 790, quase 800 voos semanais sem escalas da América do Sul para os Estados Unidos”, afirmou.

A capacidade total de assentos cresceu 5% no comparativo anual, mas o Brasil avançou acima da média regional. “O que é especialmente notável aqui é que o Brasil cresceu 9% em capacidade de assentos no ano passado”, apresentou Dixon.

Argentina registrou crescimento de 7%, enquanto a Colômbia manteve expansão contínua. O fortalecimento das conexões via Panamá também foi destacado. “Há 17 cidades nos Estados Unidos conectadas pela Copa via Panamá a pontos em toda a América do Sul”, completou.

Outro indicador estrutural é o volume de vistos válidos na região. “Há mais de 14 milhões de vistos ativos para visitar os Estados Unidos nos principais mercados da América do Sul”, disse.

O Brasil concentra a maior parte desse estoque, o que reforça previsibilidade de demanda para os próximos anos. Diante de debates recentes sobre mudanças migratórias, Dixon foi enfático: “Vou ser direto: nada mudou.”

Segundo ele, embora existam discussões em andamento, nenhuma alteração foi implementada na política de entrada até o momento.

Estratégia global 

No campo da promoção internacional, o Brand USA lançou a plataforma “America the Beautiful”, que passa a unificar a comunicação global do destino. O objetivo é transformar intenção em conversão. “Converter os que estão apenas olhando em pessoas que realmente reservam”, destaca.

A campanha está alinhada a um ciclo de grandes eventos internacionais que devem impulsionar o fluxo turístico para os Estados Unidos ao longo da próxima década, incluindo a Copa do Mundo Fifa 2026, os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 e os Jogos Olímpicos de Inverno de 2034.

Embora o foco inicial de Dixon tenha sido econômico e esportivo, a plataforma “America the Beautiful” também destacará conteúdos de arte, moda, cultura e lifestyle como experiências prioritárias para o público internacional, especialmente para mercados de alto gasto, como Brasil e Argentina.

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