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Mulheres priorizam viagens em 2026

Estudo da Dragonpass aponta mudança de comportamento global e crescimento de 60% no uso de lounges no Brasil

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Viajar deixou de ser um luxo e passou a ocupar espaço prioritário no planejamento financeiro, especialmente entre o público feminino. Dados da Dragonpass revelam que uma em cada quatro mulheres prefere investir em viagens a economizar para a compra de um imóvel, evidenciando uma mudança consistente no comportamento do consumidor global.

A tendência se reflete também no Brasil, onde o uso de salas VIP cresceu 60,1% entre 2025 e 2026. O avanço acompanha uma demanda crescente por experiências mais completas e confortáveis ao longo de toda a jornada, incluindo o tempo em aeroportos.

Globalmente, 19% das mulheres apontam as férias como principal prioridade financeira, enquanto 35% destinam entre R$ 6.300 e R$ 22.000 por ano para viagens, indicando planejamento estruturado. O movimento está diretamente relacionado ao aumento das viagens solo femininas, que já representam entre 75% e 80% desse segmento no mundo, impulsionadas por fatores como autonomia, bem-estar e desenvolvimento pessoal.

No Brasil, apesar da ausência de recorte por gênero, os dados apontam estabilidade na demanda ao longo dos últimos 12 meses, com picos em períodos de alta temporada. As viagens domésticas predominam, representando 84% do total, enquanto destinos internacionais seguem relevantes, com destaque para Chile, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Argentina e Itália.

O crescimento no uso de lounges reforça uma transformação na percepção do passageiro, que passa a enxergar aeroportos como parte integrante da experiência de viagem. Essa mudança se alinha ao comportamento global, cada vez mais orientado por conforto e personalização.

Entre os destinos internacionais em alta entre mulheres em 2026 estão Montenegro, Albânia e Coreia do Sul, além de mercados emergentes como Taiwan e Sri Lanka, que combinam segurança, diversidade cultural e estrutura para viagens solo.

Fabio Lacerda, Head de Novos Negócios Latam da empresa, destaca o impacto dessa mudança no setor. “O que vemos é uma mudança clara de mentalidade: viajar passa a ocupar um espaço prioritário no orçamento e no estilo de vida. Essa transformação não só impulsiona a demanda, mas também redefine a forma como as pessoas vivenciam cada etapa da jornada, incluindo a experiência nos aeroportos”, afirma.

A combinação entre comportamento global e indicadores locais aponta para um cenário de crescimento contínuo em 2026, com viajantes mais independentes, conscientes e orientados por experiências ao longo de toda a jornada.

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