O transporte aéreo brasileiro registrou crescimento de 7,7% no primeiro trimestre, com mais de 33,5 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais. Os dados são do Ministerio de Portos e Aeroportos, com base no relatório de demanda e oferta da Anac.
O desempenho sucede o recorde alcançado em 2025 e reflete, segundo o governo, a melhora da atividade econômica. Ainda assim, o cenário exige cautela diante dos possíveis impactos da guerra sobre o preço do querosene de aviação.
“Sabemos que há uma crise conjuntural e global afetando o preço do querosene de aviação e isso pode impactar a movimentação de passageiros aéreos ao longo do ano. Mas este crescimento mostra a importância de adotar as medidas que estamos propondo para minimizar a influência da guerra sobre o valor da tarifa”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
Medidas emergenciais e crédito
Entre as ações anunciadas, o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir cerca de R$ 0,07 por litro do combustível. As companhias também poderão postergar, até dezembro, o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Decea referentes ao período de abril a junho.
Além disso, será disponibilizada linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil, com limite de até R$ 2,5 bilhões por companhia para aquisição de combustível, com operacionalização pelo BNDES. Também está prevista linha de crédito de R$ 1 bilhão para capital de giro, com condições a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Internacional puxa expansão
O crescimento foi mais expressivo no segmento internacional, que avançou 13% no trimestre, superando 8,3 milhões de passageiros. No mercado doméstico, o aumento foi de 6%, com 25,2 milhões de viajantes.
Em março, foram transportados 10,6 milhões de passageiros, sendo 8 milhões em voos domésticos e 2,6 milhões em rotas internacionais. O total representa alta de 3,1% em relação ao mesmo mês de 2025, com avanço de 1,3% no doméstico e 8,9% no internacional.








