A Clia no Brasil deu início, na quinta-feira (23), à série de reuniões pós-temporada 2025/2026, com o primeiro encontro realizado no Terminal Concais, em Santos, principal porto de embarque de cruzeiros do país. A iniciativa seguirá por outros destinos ao longo dos próximos meses, com foco no alinhamento operacional, análise de resultados e planejamento das próximas temporadas.
O encontro reuniu representantes do trade e autoridades públicas, incluindo Marco Ferraz, presidente executivo da Clia no Brasil; Renê Hermann, presidente institucional da Costa Cruzeiros no Brasil; Marco Cardoso, diretor executivo de operações da MSC Cruzeiros no Brasil; Fernanda Chiavone, da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo; e Thiago Papa, secretário de Turismo, Comércio e Empreendedorismo de Santos, além de representantes de órgãos como Autoridade Portuária, Receita Federal, Polícia Federal, Marinha do Brasil e Anvisa.
A reunião ocorre após uma temporada com redução aproximada de 20% na oferta, contabilizando cerca de 670 mil leitos e sete navios em operação. Ainda assim, foram realizados mais de 160 roteiros e aproximadamente 600 escalas ao longo de quase seis meses, mantendo a relevância da atividade para o turismo e a economia local.
Como principal porto de embarque do país, Santos desempenha papel estratégico para a indústria de cruzeiros. Nesse contexto, a pauta do encontro abordou temas como infraestrutura, custos, logística, receptividade, sustentabilidade e combustíveis, considerados essenciais para a evolução das operações e para a competitividade do Brasil no cenário internacional.
Durante a agenda, Marco Ferraz também apresentou dados atualizados do setor, destacando a expansão da frota global, que deve atingir 327 navios até 2026, além de indicadores de comportamento dos passageiros, como a intenção de retorno próxima de 90%, a permanência em hotéis antes ou depois das viagens (64%) e a forte adesão às excursões em terra.
“O início dessa série de encontros em Santos reforça a importância do diálogo contínuo entre todos os envolvidos na operação dos cruzeiros. É um momento de troca e análise que permite aprimorar processos, fortalecer parcerias e avançar na construção de uma operação cada vez mais eficiente, contribuindo para tornar o Brasil mais competitivo e oferecer uma experiência cada vez melhor aos cruzeiristas”, afirma Marco Ferraz.

