O CEO da United Airlines, Scott Kirby, discutiu com o presidente Donald Trump a possibilidade de uma fusão com a American Airlines, segundo informações divulgadas pela Bloomberg, que citou fontes próximas ao tema.
A conversa teria ocorrido em 25 de fevereiro, ao final de uma reunião dedicada à discussão de projetos de modernização e expansão do aeroporto Washington Dulles, um dos principais hubs da aviação norte-americana.
Uma eventual união entre United e American enfrentaria desafios significativos para obter aprovação das autoridades regulatórias. De acordo com dados da consultoria Cirium, considerando a oferta de assentos em 2025, a American foi a maior companhia aérea do mundo, enquanto a United ocupou a quarta posição. Somadas, as duas empresas respondem por 39,2% dos assentos domésticos programados nos Estados Unidos neste mês.
A United optou por não comentar o conteúdo do relatório divulgado pela Bloomberg. Já a American foi procurada para se manifestar, mas ainda não havia apresentado posicionamento oficial até o momento da publicação.
Autoridades avaliam impacto sobre concorrência e consumidores
Na semana anterior, o secretário do Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT), Sean Duffy, afirmou que o mercado aéreo norte-americano ainda apresenta espaço para novas fusões, desde que as operações atendam a critérios relacionados à concorrência e ao interesse dos passageiros.
“Se houver uma fusão entre algumas das maiores companhias aéreas, teremos que desmembrar parte de seus ativos”, declarou.
Segundo o secretário, qualquer proposta desse porte passaria por uma análise detalhada sobre seus efeitos no mercado doméstico e no ambiente competitivo global. A avaliação também consideraria possíveis medidas para evitar concentração excessiva de ativos e preservar a competitividade do setor.
No processo padrão de aprovação, a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é responsável pela análise inicial das propostas de fusão entre companhias aéreas. O Departamento de Transportes também participa da avaliação, especialmente em temas relacionados a rotas internacionais, tendo a palavra final sobre a integração das autorizações operacionais das empresas envolvidas.
Duffy acrescentou que qualquer acordo desse tipo dependeria diretamente da aprovação do presidente norte-americano, destacando o caráter estratégico de uma eventual fusão entre duas das maiores companhias aéreas do país.

