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Possível fusão entre United e American entra em debate após conversa com Trump

Negociação enfrentaria forte escrutínio regulatório e poderia concentrar quase 40% da oferta doméstica de assentos nos Estados Unidos

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, discutiu com o presidente Donald Trump a possibilidade de uma fusão com a American Airlines, segundo informações divulgadas pela Bloomberg, que citou fontes próximas ao tema.

A conversa teria ocorrido em 25 de fevereiro, ao final de uma reunião dedicada à discussão de projetos de modernização e expansão do aeroporto Washington Dulles, um dos principais hubs da aviação norte-americana.

Uma eventual união entre United e American enfrentaria desafios significativos para obter aprovação das autoridades regulatórias. De acordo com dados da consultoria Cirium, considerando a oferta de assentos em 2025, a American foi a maior companhia aérea do mundo, enquanto a United ocupou a quarta posição. Somadas, as duas empresas respondem por 39,2% dos assentos domésticos programados nos Estados Unidos neste mês.

A United optou por não comentar o conteúdo do relatório divulgado pela Bloomberg. Já a American foi procurada para se manifestar, mas ainda não havia apresentado posicionamento oficial até o momento da publicação.

Autoridades avaliam impacto sobre concorrência e consumidores

Na semana anterior, o secretário do Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT), Sean Duffy, afirmou que o mercado aéreo norte-americano ainda apresenta espaço para novas fusões, desde que as operações atendam a critérios relacionados à concorrência e ao interesse dos passageiros.

“Se houver uma fusão entre algumas das maiores companhias aéreas, teremos que desmembrar parte de seus ativos”, declarou.

Segundo o secretário, qualquer proposta desse porte passaria por uma análise detalhada sobre seus efeitos no mercado doméstico e no ambiente competitivo global. A avaliação também consideraria possíveis medidas para evitar concentração excessiva de ativos e preservar a competitividade do setor.

No processo padrão de aprovação, a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é responsável pela análise inicial das propostas de fusão entre companhias aéreas. O Departamento de Transportes também participa da avaliação, especialmente em temas relacionados a rotas internacionais, tendo a palavra final sobre a integração das autorizações operacionais das empresas envolvidas.

Duffy acrescentou que qualquer acordo desse tipo dependeria diretamente da aprovação do presidente norte-americano, destacando o caráter estratégico de uma eventual fusão entre duas das maiores companhias aéreas do país.

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