A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já começa a impactar o comportamento de viagem de torcedores brasileiros e latino-americanos. Entre as tendências observadas no mercado internacional, os cruzeiros marítimos ganham espaço como alternativa de hospedagem e deslocamento durante o torneio, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Levantamento realizado com a R11 Travel, especializada em cruzeiros, aponta crescimento expressivo nas buscas que relacionam viagens marítimas e Copa do Mundo desde a definição dos grupos da competição, no fim de 2024. O movimento acompanha um cenário inédito: pela primeira vez, o Mundial será disputado em 16 cidades-sede distribuídas por três países, elevando custos e desafios logísticos para quem pretende acompanhar diferentes partidas.
“Nesse contexto, o cruzeiro deixa de ser apenas um meio de lazer e passa a funcionar como uma base móvel de viagem. Ele concentra hospedagem, alimentação e deslocamento, reduzindo o número de conexões, check-ins e mudanças de hotel”, explica Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel.
Miami, Nova York e Vancouver despontam
Entre os destinos considerados estratégicos estão Miami e Vancouver, ambas cidades-sede da Copa de 2026 e com infraestrutura consolidada para embarque e desembarque de navios.
Miami, além de receber partidas relevantes do torneio, mantém posição como principal hub de cruzeiros do mundo. Companhias como Royal Caribbean e Celebrity Cruises já estruturam roteiros de minicruzeiros de três e quatro dias, além de itinerários de sete a nove noites com escalas em destinos do Caribe, como Cozumel, Nassau e a ilha privativa Cococay.
Nova York/Nova Jersey, palco da final marcada para 19 de julho de 2026, também surge como opção relevante. A Royal Caribbean oferece saídas de ida e volta a partir de Cape Liberty, em Bayonne, com escalas na Nova Inglaterra e no Canadá.
No Canadá, Vancouver concentra partidas e serve como ponto de partida para cruzeiros pela costa oeste e pelo Alasca. A Celebrity Cruises opera roteiros premium de sete a dez noites, incluindo destinos como Victoria, Juneau e Skagway.
Planejamento antecipado será decisivo
Especialistas recomendam reservas com ao menos seis meses de antecedência, especialmente para viagens próximas às datas dos jogos.
“Já observamos níveis elevados de ocupação para o período do Mundial, principalmente em roteiros ligados às cidades-sede. Além disso, alguns pacotes internacionais combinam cruzeiro, transfers e ingressos para partidas específicas, o que exige planejamento financeiro prévio”, afirma Amaral.
O investimento médio varia conforme duração, categoria do navio, cabine e serviços incluídos. Pacotes completos, que unem cruzeiro, ingressos e logística terrestre, podem ultrapassar US$ 5 mil por casal.
Impacto no turismo global
Segundo estimativas da Fifa, a Copa do Mundo de 2026 deverá gerar US$ 11 bilhões em impacto econômico nos países-sede. Para o setor marítimo, a expectativa é de crescimento da demanda em rotas norte-americanas durante o evento.
“Para muitos viajantes, o futebol passa a ser o eixo da experiência, mas não o único objetivo. O cruzeiro permite transformar a Copa em uma viagem mais ampla, com conforto, destinos múltiplos e menor desgaste”, conclui o CEO da R11 Travel.








