O Mundial de Futebol de 2026, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, deve movimentar cerca de R$ 24 bilhões em gastos turísticos ligados ao evento. A projeção é de um levantamento realizado pela Data Appeal e pela Mabrian, em parceria com a PredictHQ, que analisou tendências de demanda, conectividade aérea, reservas e comportamento dos viajantes.
Segundo o estudo, mais de 80% do montante previsto deve se concentrar no setor hoteleiro, seguido por alimentação e bebidas. A competição, que será disputada em formato expandido com 48 seleções e 104 partidas, deve impulsionar simultaneamente diversos destinos da América do Norte.
A análise mostra que os preços de hotéis já começam a refletir a expectativa de demanda, com aumentos moderados nas cidades-sede. As maiores altas aparecem justamente nos destinos que receberão os principais jogos. Na Cidade do México, palco da abertura, e em Nova York/Nova Jersey, sede da final, as tarifas registram crescimento de 48,9% e 10,8%, respectivamente.
“A demanda por si só não determinará os resultados. O que, em última análise, diferenciará os destinos durante o Mundial FIFA de 2026 é a sua capacidade de oferecer experiências consistentes e de alta qualidade sob pressão”, explica Maria Pradissitto, gerente de Mercado da América do Norte da Data Appeal.
Demanda cresce em ritmos diferentes
O levantamento aponta que o México apresenta o crescimento mais consistente no interesse turístico desde janeiro de 2026, enquanto os Estados Unidos aceleraram de forma mais intensa ao fim do primeiro trimestre. Já o Canadá registra expansão gradual e estável.
Entre os destinos com maior avanço na procura estão Boston, Cidade do México e Vancouver. Nova York, por sua vez, mantém protagonismo como um dos principais polos globais de viagens e eventos.
Outro fator decisivo para o desempenho turístico será a malha aérea. Os Estados Unidos aparecem em posição estratégica por manter conexões diretas com 40 das 48 seleções participantes do torneio, ante 32 do Canadá e 18 do México.
Europa deve impulsionar fluxo internacional
O estudo também indica forte interesse vindo da Europa, especialmente de mercados como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Holanda, além do avanço de mercados emergentes de longa distância.
“Espera-se que o formato do Mundial FIFA de 2026 distribua tanto a demanda quanto o impacto do evento por diversos locais, cidades e países, criando picos simultâneos em diferentes regiões e gerando oportunidades para cada nação-sede”, afirma Maria.
A executiva acrescenta que os primeiros sinais observados em capacidade aérea, buscas e reservas indicam uma demanda altamente dinâmica, exigindo respostas rápidas dos destinos para maximizar receitas e experiência do visitante.
Cidades-sede
O Mundial de Futebol de 2026 será realizado em 16 cidades: Vancouver, Toronto, Cidade do México, Guadalajara, Monterrey, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, Seattle e São Francisco. A decisão está marcada para 19 de julho, em Nova Jersey.








