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Hantavírus em cruzeiro acende alerta, mas OMS descarta risco elevado de propagação

Casos suspeitos a bordo do navio MV Hondius resultaram em três mortes; doença é rara e transmitida principalmente por roedores

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Um possível surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius colocou autoridades sanitárias em alerta internacional após a confirmação de três mortes e outros casos suspeitos entre passageiros e tripulantes. A embarcação, operada pela Oceanwide Expeditions, fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, onde não recebeu autorização para desembarque por precaução sanitária.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há um caso confirmado em laboratório e outros cinco sob investigação. Um passageiro permanece internado em estado grave em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul, enquanto outros dois necessitam de atendimento médico urgente. Apesar do cenário, Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, afirmou que “o risco para a população em geral permanece baixo. Não há motivo para pânico ou para impor restrições de viagem”.

A operadora confirmou que enfrenta uma “situação médica grave” a bordo, enquanto autoridades seguem avaliando a possibilidade de repatriação de passageiros. O navio permanece ancorado no porto de Praia, capital de Cabo Verde, sem autorização para atracar.

O que é o hantavírus

O hantavírus é um grupo de vírus cujo principal reservatório são roedores silvestres. A transmissão ocorre, principalmente, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados. Em casos raros, pode haver transmissão entre humanos.

O vírus pode causar duas principais síndromes: a síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal, predominante na Europa e Ásia. A forma pulmonar é a mais grave, com taxa de letalidade que pode chegar a cerca de 40%.

Sintomas e evolução

A doença costuma se manifestar entre uma e oito semanas após a exposição, com sintomas iniciais semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, dores musculares e calafrios. Em estágios mais avançados, podem surgir tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões, quadro que pode evoluir rapidamente.

A febre hemorrágica com síndrome renal, por sua vez, afeta os rins e pode causar dor abdominal, visão turva, pressão baixa e, em casos mais graves, insuficiência renal aguda.

Tratamento e prevenção

Não há tratamento específico ou vacina para o hantavírus. O manejo clínico é baseado em cuidados de suporte, como hidratação, repouso e, em casos graves, suporte respiratório.

Especialistas recomendam evitar o contato com roedores e seus excrementos como principal medida de prevenção. A limpeza de ambientes potencialmente contaminados deve ser feita com cuidado, evitando varrer ou aspirar resíduos secos, o que pode dispersar partículas virais no ar.

A OMS segue monitorando o caso e colaborando com autoridades locais e operadores do cruzeiro para contenção e assistência aos passageiros, enquanto investiga a origem e a extensão dos casos a bordo

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