A aviação internacional na Região Norte registrou alta de 37,3% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No período, 53.545 passageiros embarcaram em voos internacionais a partir dos aeroportos da região, frente a 38.988 no mesmo intervalo de 2025.
O crescimento também foi observado na oferta de voos. O número de operações internacionais passou de 607 no primeiro trimestre de 2025 para 682 em 2026, avanço de 12,36%. O desempenho reforça o movimento de ampliação da conectividade aérea do Norte com mercados estratégicos.
Entre os principais terminais, o Aeroporto Internacional de Belém apresentou crescimento expressivo nas decolagens internacionais, passando de 210 voos no primeiro trimestre de 2025 para 276 em 2026, alta de 31,43%. Já o Aeroporto Internacional de Manaus registrou crescimento mais moderado, de 397 para 405 voos no período, variação de 2,02%.
Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, avaliou que o resultado consolida o Norte como ponto estratégico na malha internacional brasileira. “Esse crescimento evidencia o potencial do Norte como porta de entrada para o Brasil e como destino cada vez mais conectado ao turismo global. Estamos ampliando a conectividade aérea regional e fortalecendo a infraestrutura para atrair mais visitantes e impulsionar a economia local”, afirmou.
Rotas estratégicas impulsionam expansão
O avanço dos voos internacionais reflete a ampliação de rotas para a Europa, América do Sul e América Central, além do aumento da demanda por viagens de turismo e negócios.
Em Belém, a principal conexão internacional é com Lisboa, em Portugal, responsável por 28% dos voos internacionais da capital paraense. A rota para Zanderij, no Suriname, representa 18,12% das operações.
Em Manaus, Bogotá, na Colômbia, concentra 30,8% dos voos internacionais, enquanto o Panamá responde por 22% das operações da capital amazonense.

