A Azul divulgou nesta quinta-feira (7) os resultados consolidados do primeiro trimestre de 2026 com indicadores recordes para um início de ano. A companhia aérea registrou receita operacional de R$ 5,5 bilhões entre janeiro e março, avanço de 1,4% na comparação anual, impulsionada pela demanda resiliente, crescimento das receitas auxiliares e diversificação das unidades de negócio.
O desempenho financeiro também refletiu melhora relevante na rentabilidade. O EBITDA da empresa atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 22,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 31,1%. Já o lucro operacional chegou a R$ 1 bilhão, crescimento de 83,1%, enquanto a margem operacional alcançou 19,1%.
Segundo a companhia, os resultados já mostram impactos diretos da reestruturação financeira concluída recentemente. A Azul encerrou o trimestre com R$ 4,7 bilhões em liquidez, praticamente o dobro do registrado um ano antes, além de reduzir em R$ 14 bilhões sua dívida total. Com isso, a alavancagem caiu para 2,4 vezes, redução de 3,1 pontos em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os indicadores operacionais, a empresa destacou taxa de ocupação recorde de 83,8%, aumento de 2,3 pontos percentuais, além de crescimento de 4,3% no RASK, que chegou a R$ 43,94 centavos. O CASK foi reduzido em 5,7%, refletindo ganhos de produtividade, eficiência operacional e efeitos cambiais favoráveis.
As unidades de negócios complementares também ganharam participação dentro da operação da companhia e passaram a representar 23% do RASK total no trimestre.
“A resultado do primeiro trimestre demonstra o sucesso da nossa reestruturação e como a Azul está posicionada como nunca antes esteve. Entregamos um trimestre muito sólido, com avanços consistentes em rentabilidade, eficiência e estrutura de capital. Esses números refletem a disciplina na execução da nossa estratégia e, principalmente, o trabalho e a dedicação dos nossos mais de 14 mil Tripulantes. Mesmo diante de um cenário mais desafiador, com volatilidade nos preços de combustíveis, fomos ágeis ao ajustar nossa capacidade e preservar margens, mostrando a resiliência do nosso modelo de negócios”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul.
Eficiência e experiência do cliente
A companhia também destacou evolução operacional e de percepção dos clientes ao longo do trimestre. De acordo com a Azul, o índice de satisfação NPS avançou mais de 12 pontos em março de 2026 na comparação anual.
Outro ponto ressaltado pela empresa foi a modernização da frota. Atualmente, mais de 90% da capacidade doméstica da companhia é operada com aeronaves de nova geração, fator que contribui para ganhos de eficiência e redução de custos operacionais.
Mesmo diante do cenário externo mais pressionado, especialmente pela volatilidade dos preços dos combustíveis em meio às tensões geopolíticas globais, a Azul afirmou ter mantido foco em ajustes de capacidade e preservação da rentabilidade.
Com malha flexível, forte presença regional e estrutura de capital mais robusta após a reestruturação, a empresa avalia estar mais preparada para enfrentar períodos de maior instabilidade econômica.
“Hoje, a Azul está em um momento diferente: com um balanço mais forte, uma operação mais eficiente e um modelo cada vez mais diversificado. Seguimos focados em avançar na desalavancagem, ampliar a geração de caixa e entregar a melhor experiência para nossos Clientes, mantendo uma visão de longo prazo e criação de valor sustentável”, concluiu Rodgerson.

