A aviação italiana enfrenta paralisação nesta segunda-feira (11), com impacto em diversos aeroportos do país. Pilotos e comissários da EasyJet cruzam os braços das 10h às 18h, no mesmo horário em que controladores de voo dos centros de Roma e Nápoles aderiram à greve. A Ita Airways anunciou o cancelamento preventivo de 123 voos, o equivalente a 38% de sua operação diária.
Para o público brasileiro, o voo LA8121 da Latam Airlines, no trecho Roma-Fiumicino (FCO)–São Paulo-Guarulhos (GRU), consta na lista oficial de operações garantidas divulgada pela Enac, agência reguladora italiana. A previsão é de manutenção da operação, salvo eventuais ajustes pontuais.
A legislação italiana prevê faixas horárias protegidas mesmo em dias de greve. Nesta segunda-feira, os voos estão garantidos entre 7h e 10h e das 18h às 21h. Também estão assegurados todos os voos intercontinentais em chegada, parte dos intercontinentais em partida autorizados pela Enac e os domésticos já iniciados no momento da paralisação.
Impacto em aeroportos e serviços
A paralisação vai além da EasyJet. Controladores da Enav nos aeroportos de Roma e Nápoles suspendem atividades das 10h às 18h, o que pode provocar atrasos em cadeia. Em Milão-Malpensa, operadores de carga aérea das empresas Alha e MLE-Bcube param das 13h às 17h.
Em Palermo, funcionários de handling da ASC Handling, Aviapartner e GH Palermo interrompem atividades das 12h às 16h. Em Roma, equipes da ADR Security nos aeroportos de Fiumicino e Ciampino param no mesmo intervalo. Já em Cagliari, empresas como Sogaer e Sogaersecurity aderem das 13h às 17h.
Segundo sindicatos da EasyJet, a mobilização ocorre por “estagnação nas negociações para renovação do contrato coletivo” e deterioração das relações trabalhistas. Outras categorias reivindicam renovação contratual e melhores condições de trabalho.
Direitos dos passageiros
Em caso de cancelamento, as companhias devem oferecer reacomodação gratuita ou reembolso integral. A indenização adicional é aplicável apenas quando a greve envolve funcionários da própria empresa aérea. Paralisações de empresas terceirizadas, como controladores de voo, não geram compensação extra.
Novas mobilizações já estão previstas: greve geral ferroviária em 18 de maio e paralisação do transporte rodoviário de cargas entre 25 e 29 de maio.

