O Ministério do Turismo (MTur) avançou nas negociações com a CTrip, plataforma global de viagens controladora da Trip.com e da Skyscanner, para ampliar a presença de destinos brasileiros no mercado chinês. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (25), em Xangai, durante agenda do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
A proposta discutida entre o governo brasileiro e a empresa prevê maior divulgação de destinos nacionais na plataforma digital, com foco na atração de turistas chineses, especialmente após a adoção da isenção recíproca de vistos entre Brasil e China.
“O Brasil está nas grandes plataformas de viagem da China coloca o Brasil na rota de decisão do turista chinês. Queremos que eles vejam o Brasil como um destino cheio de experiências”, afirmou Gustavo Feliciano, ministro do Turismo.
A agenda integra o calendário do Ano Cultural Brasil–China 2026, iniciativa que sucede as celebrações pelos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países. Os encontros ocorrem paralelamente à ITB China 2026, feira de turismo realizada em Xangai.
Segundo o MTur, os destinos brasileiros ainda possuem baixa visibilidade no ambiente digital da CTrip, apesar da relevância da empresa no mercado chinês. A plataforma reúne serviços de venda de passagens, hospedagem, transporte e divulgação de destinos turísticos.
Os dados mais recentes do governo federal indicam crescimento no fluxo de visitantes chineses ao Brasil. Em 2025, o País recebeu 103,1 mil turistas da China, alta de 35% em comparação com 2024. No primeiro quadrimestre de 2026, foram registrados 39.880 visitantes chineses, avanço de 33,6% frente ao mesmo período do ano passado.
Levantamento do MTur com 70 operadoras brasileiras aponta aumento do interesse chinês por destinos ligados à natureza, como Amazônia, Pantanal e Lençóis Maranhenses, além da manutenção da procura por destinos tradicionais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Cataratas do Iguaçu.
“A China lidera a emissão global de turistas internacionais, e o Brasil está preparado para ocupar posição de destaque nesse mercado”, conclui Feliciano.








