A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que acompanha de perto a ocorrência registrada nesta terça-feira (2) na terminal aérea de São Paulo, após uma falha momentânea nas comunicações de voo utilizadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
De acordo com a agência reguladora, a origem do problema foi identificada em um dos satélites contratados pelo Comando da Aeronáutica (Comaer) e utilizados pelo Decea para a gestão das comunicações aeronáuticas. A pane afetou temporariamente algumas frequências operadas pelo órgão, causando impactos pontuais nas operações aéreas.
Segundo a Anac, a situação foi rapidamente controlada e as operações já foram totalmente restabelecidas.
A agência informou ainda que está realizando um levantamento detalhado dos impactos operacionais causados pela ocorrência. A análise inclui dados sobre atrasos, cancelamentos, passageiros afetados e eventuais redirecionamentos de voos para outros aeroportos.
Apesar da falha, a Anac ressaltou que não houve paralisação completa do tráfego aéreo nem comprometimento da segurança operacional.
“Ocorreu um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos. No caso das decolagens em São Paulo, o Decea automaticamente transferiu as frequências em falha para frequências da torre de controle que estavam funcionando. Então, é importante deixar claro que em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, afirmou Tiago Faierstein, presidente da Anac.
O sistema de contingência permitiu que as comunicações fossem transferidas para frequências alternativas, reduzindo os impactos sobre as operações nos aeroportos da região metropolitana de São Paulo.
A Anac informou que divulgará os números consolidados da ocorrência assim que concluir a avaliação dos efeitos sobre a malha aérea.

