A Nascente Azul participou do Inspira Ecoturismo 2026, realizado entre os dias 20 e 23 de maio, em Bonito (MS), apresentando sua trajetória na construção de uma estrutura voltada ao turismo acessível. Promovido pelo Sebrae/MS, por meio do Polo Sebrae de Ecoturismo, o encontro reuniu empresários, especialistas, gestores públicos e profissionais ligados ao turismo de natureza e sustentável.
Durante a programação, o atrativo foi destacado como exemplo de inclusão em ambientes naturais. Renan Lopes, gerente da Nascente Azul, compartilhou os desafios enfrentados ao longo do processo de adaptação do empreendimento para receber visitantes com diferentes perfis e necessidades.
Estrutura foi construída a partir da experiência dos visitantes
Segundo Lopes, a implantação das medidas de acessibilidade exigiu um trabalho desenvolvido sem referências consolidadas ou modelos amplamente disponíveis no mercado.
“Desenvolver acessibilidade na Nascente Azul foi uma dificuldade muito grande, pois nós não tínhamos regras bem definidas ou uma cartilha a ser seguida”, afirmou.
De acordo com o gerente, a evolução da estrutura ocorreu a partir do diálogo constante com pessoas que defendem um turismo mais inclusivo, além da observação prática das necessidades apresentadas pelos próprios visitantes ao longo dos anos.
Atualmente, a Nascente Azul dispõe de três quilômetros de trilhas acessíveis, cadeiras anfíbias para atividades de flutuação, rampas, pisos táteis, decks adaptados, sinalização específica e equipes capacitadas para atender pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e crianças.
Referência para o turismo de natureza
As iniciativas desenvolvidas pelo atrativo renderam reconhecimento nacional. A Nascente Azul passou a integrar uma publicação do Ministério do Turismo dedicada a destacar boas práticas de acessibilidade em ambientes naturais, servindo como inspiração para outros empreendimentos do segmento.
Durante sua participação no evento, Lopes também compartilhou uma reflexão de Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da empresa, sobre a importância do tema para toda a sociedade.
“Uma fala muito importante do nosso diretor, Carlos Eduardo Rodrigues, é que não se preocupar com a acessibilidade enquanto nós não temos limitações é negar nossa própria existência. Porque se nós tivermos minimamente a certeza de uma vida longa, em algum momento vamos precisar de acessibilidade”, afirmou Lopes.

