A Airbus entregou 81 aeronaves comerciais em maio de 2026, resultado que representa um aumento de 30 unidades em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o desempenho, a fabricante europeia alcançou a marca de 262 aviões entregues nos cinco primeiros meses do ano, distribuídos entre 68 clientes ao redor do mundo.
O avanço ocorre após um início de ano mais lento para a companhia, impactado por restrições operacionais e atrasos em entregas destinadas ao mercado chinês. Segundo informações divulgadas pela Airbus, a retomada do fluxo de aeronaves para a China contribuiu para a recuperação do ritmo de produção e entrega observado nos últimos meses.
A fabricante havia enfrentado dificuldades relacionadas ao processo de certificação internacional do C919, modelo desenvolvido pela estatal chinesa COMAC. A situação provocou atrasos administrativos que afetaram a entrega de cerca de 20 aeronaves ao mercado chinês durante o primeiro trimestre.
Entre janeiro e maio, o modelo mais entregue pela Airbus foi o A321neo, com 128 unidades, seguido pelo A320neo, com 68 aeronaves. O portfólio entregue no período também inclui 34 A220-300, 14 A350-900, nove A330-900, cinco A350-1000, dois A319neo, além de um A220-100 e um A330-200.
Além do avanço nas entregas, a Airbus registrou forte crescimento na carteira de pedidos. Nos cinco primeiros meses de 2026, a fabricante acumulou 815 encomendas, quase três vezes mais do que no mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para o A321neo, responsável por 415 pedidos, seguido pelo A320neo, com 139 encomendas.
Somente em maio, a companhia contabilizou 379 novos pedidos, reforçando a demanda global por aeronaves de corredor único, segmento que concentra a maior parte do crescimento do transporte aéreo mundial.
Apesar dos resultados positivos, a Airbus continua enfrentando desafios em sua cadeia de suprimentos. A escassez de motores da Pratt & Whitney, atrasos na entrega de equipamentos de cabine e dificuldades no fornecimento de componentes para o A350 seguem impactando a velocidade de produção.
Após encerrar 2025 com 793 aeronaves entregues, a Airbus estabeleceu como meta para 2026 alcançar a produção de 870 aviões comerciais. O objetivo faz parte da estratégia da fabricante para atender à forte demanda global por renovação e expansão de frotas, especialmente em mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
Durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre, o CEO da Airbus, Guillaume Faury, afirmou que a companhia mantém o plano de aumento gradual da produção, apesar das limitações impostas pela cadeia de abastecimento.

