Vivemos cercados por telas. Elas acordam conosco, trabalham ao nosso lado e, cada vez mais, disputam também a atenção das crianças. É justamente esse o ponto de partida de Toy Story 5, que coloca Woody, Buzz Lightyear, Jessie e toda a turma diante de um desafio inédito: como continuar relevantes quando a diversão passa a caber dentro de um tablet inteligente?
No novo longa da Pixar, Bonnie recebe Lilypad, um dispositivo tecnológico que promete transformar completamente a maneira de brincar. Pela primeira vez, os brinquedos deixam de enfrentar um vilão tradicional para encarar algo muito mais presente no cotidiano das famílias: a tecnologia.
O conflito, porém, está longe de demonizar os avanços digitais. O filme propõe uma reflexão sobre equilíbrio, mostrando que inovação e imaginação podem coexistir, desde que uma não substitua completamente a outra. Essa mensagem ganha ainda mais força quando a experiência deixa o cinema e chega aos parques da Disney.
Em Toy Story Land, no Disney’s Hollywood Studios, não existem telas suficientes para reproduzir a sensação de caminhar pelo quintal de Andy. A tecnologia utilizada para construir a área é sofisticada, mas permanece invisível. Ela trabalha nos bastidores para fazer com que o visitante esqueça completamente dela. O resultado é um espaço onde adultos e crianças voltam a brincar usando aquilo que Toy Story sempre valorizou desde 1995: a imaginação.
Logo na entrada, a perspectiva muda completamente. Os visitantes são “reduzidos” ao tamanho de um brinquedo. Blocos de montar gigantes, peças de jogos de tabuleiro, dominós coloridos, baldes, lápis e embalagens fazem parte do cenário, recriando o quintal de Andy em uma escala que desperta imediatamente a sensação de estar dentro do filme.
A principal atração é a Slinky Dog Dash, uma montanha-russa familiar construída como se Andy tivesse montado uma pista usando seu cachorro-mola favorito. O percurso alterna velocidade, curvas e momentos de contemplação, sendo uma das experiências mais disputadas do parque justamente por agradar visitantes de praticamente todas as idades.

Já em Alien Swirling Saucers, os simpáticos alienígenas do Pizza Planet assumem o controle da brincadeira. Pequenos discos voadores giram em movimentos imprevisíveis ao som de uma trilha divertida, criando uma atração leve, colorida e cheia do humor característico da franquia.
A terceira experiência é Toy Story Mania!, um dos clássicos do parque. Utilizando tecnologia 4D e jogos interativos, a atração coloca os visitantes em uma competição inspirada nos brinquedos de Andy. Aqui, a tecnologia não rouba a brincadeira. Pelo contrário: ela existe para estimular a interação entre famílias e amigos, reforçando exatamente a mensagem central de Toy Story 5.
Fora das atrações, Toy Story Land continua expandindo esse universo. Woody, Buzz Lightyear e Jessie recebem visitantes para fotos ao longo do dia, enquanto o Green Army Drum Corps transforma as ruas em um grande campo de treinamento com brincadeiras interativas. Até a hora da refeição segue o tema da área, com o Woody’s Lunch Box servindo pratos inspirados na clássica lancheira do personagem.
Enquanto Toy Story 5 questiona até que ponto a tecnologia pode ocupar o espaço da imaginação, Toy Story Land oferece uma resposta prática. A área utiliza alguns dos recursos mais avançados já desenvolvidos pela Walt Disney Imagineering, mas faz isso para incentivar algo profundamente analógico: correr, explorar, rir, competir, tirar fotos, criar memórias e brincar em família.

