O governo federal realizará, nos dias 27 e 28 de julho, uma rodada de reuniões com investidores para apresentar os detalhes da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e de outros 10 aeroportos regionais. O pacote prevê investimentos próximos de R$ 2 bilhões e antecede o leilão, previsto para dezembro de 2026.
Os encontros serão promovidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi). As empresas interessadas deverão se inscrever até 22 de julho por meio do formulário disponibilizado pelo governo.
Do total de investimentos previstos, R$ 1,2 bilhão será destinado ao Aeroporto Internacional de Brasília, enquanto os demais R$ 857,8 milhões serão aplicados nos aeroportos regionais incluídos na concessão.
Além do terminal da capital federal, o pacote contempla os aeroportos de Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.
A concessão do Aeroporto de Brasília faz parte de um processo de relicitação. O contrato original foi firmado em 2012 com a Inframérica, em parceria com a Infraero, mas a concessionária solicitou posteriormente a devolução amigável do ativo, mecanismo previsto na legislação brasileira após dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa.
Segundo informações da BNamericas, agentes do mercado avaliam que o certame deve atrair forte interesse de investidores. O Aeroporto Internacional de Brasília é o terceiro mais movimentado do Brasil, atrás apenas de Guarulhos e Congonhas, e figura entre os últimos grandes ativos aeroportuários ainda disponíveis para concessão à iniciativa privada.
Atualmente, mais de 90% dos aeroportos brasileiros são administrados por operadores privados. O interesse pelo setor tem sido reforçado por operações recentes, como a vitória da espanhola Aena na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no início deste ano, e a aquisição dos ativos aeroportuários da Motiva pela mexicana Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), em uma transação de R$ 11,3 bilhões.







