A aviação comercial brasileira encerrou o primeiro semestre com o maior volume de passageiros da série histórica, mesmo após uma desaceleração no mercado doméstico em junho. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, 65,2 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos e internacionais entre janeiro e junho, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda acumulada ao longo dos primeiros meses do ano. Em junho, no entanto, o mercado doméstico registrou queda de 1,2% frente ao mesmo mês do ano passado, totalizando 8,1 milhões de passageiros.
No mercado internacional, o movimento permaneceu em trajetória de crescimento. Foram transportados 2,2 milhões de passageiros no mês, alta de 0,3% na comparação anual. Somando os dois segmentos, o fluxo alcançou 10,3 milhões de viajantes em junho.
Custos pressionam o mercado doméstico
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a retração observada no mercado doméstico está relacionada ao aumento dos custos operacionais enfrentados pelas companhias aéreas, especialmente em razão da alta dos combustíveis, principal componente das despesas do setor.
Em nota, a pasta destaca que o cenário tem pressionado o preço das passagens e pode influenciar o ritmo de crescimento da demanda nos próximos meses.
Apesar disso, o resultado acumulado do semestre reforça a resiliência do transporte aéreo brasileiro, que segue operando acima dos níveis registrados no mesmo período de 2025.
Transporte de cargas também avança
Além do fluxo de passageiros, o transporte aéreo de cargas apresentou crescimento no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, foram movimentadas 116,1 mil toneladas, alta de 1,4% em comparação com igual período do ano passado.
Somente em junho, a carga doméstica atingiu 38,3 mil toneladas, avanço de 8,5%, enquanto a movimentação internacional chegou a 77,8 mil toneladas, crescimento de 5,7% na comparação anual.







