A Ryanair informou que um possível impacto de um objeto estranho no motor direito de um Boeing 737-800 pode ter provocado a falha que levou ao rompimento de uma janela e a uma descompressão explosiva durante a decolagem em Tessalônica, na Grécia, em 10 de julho. A informação foi divulgada pelo CEO da companhia, Michael O’Leary.
Segundo a empresa, fragmentos gerados pela falha atingiram o vidro de uma das janelas da aeronave, causando seu rompimento. Com isso, houve uma descompressão explosiva que chegou a sugar parcialmente um passageiro que ocupava o assento ao lado da janela.
A investigação do caso passou a ser conduzida pelo National Transportation Safety Board (NTSB), dos Estados Unidos, após solicitação das autoridades gregas. O incidente ocorreu no espaço aéreo da Grécia.
Até o momento, o NTSB ainda não divulgou um relatório preliminar com informações sobre as circunstâncias do voo FR-1879, que seguia de Tessalônica para Memmingen, na Alemanha.
A ocorrência foi registrada logo após a decolagem, quando a aeronave ainda iniciava sua subida. O passageiro envolvido sofreu apenas ferimentos leves, e o avião conseguiu retornar ao aeroporto de origem, pousando em segurança em Tessalônica.
O’Leary destacou que a investigação ainda não chegou a uma conclusão definitiva, mas afirmou que “a indicação inicial sugere um dano por objeto estranho no motor durante a decolagem”.
O episódio guarda semelhanças com o acidente registrado em 2018 no voo WN-1380, da Southwest Airlines, quando o rompimento da carenagem de um motor provocou uma descompressão e resultou na morte de uma passageira.
Após aquele acidente, foram determinadas alterações no projeto das carenagens dos motores CFM utilizados pelos Boeing 737 Next Generation, com prazo até julho de 2028 para que as mudanças sejam implementadas. O’Leary informou que os motores da aeronave haviam passado recentemente por revisão, mas não confirmou se já contavam com as modificações previstas.







