Universal celebra resultados do Epic Universe e prepara novos capítulos de expansão

Executivos da companhia afirmam que Brasil tem desempenho semelhante ao dos principais mercados internacionais e revelam estratégias para manter demanda após chegada do Epic Universe

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

São Paulo (SP) — O mercado brasileiro ganhou protagonismo na estratégia da Universal Destinations & Experiences para sustentar o crescimento do Universal Orlando Resort após a inauguração do Epic Universe. Durante coletiva de imprensa realizada no Universal and U, em São Paulo, nesta quarta-feira (12), executivos da companhia destacaram o desempenho dos brasileiros, a importância dos agentes de viagens e a estratégia de transformar o complexo em um destino completo de férias, com quatro parques, 11 hotéis e uma oferta cada vez maior de experiências.

Gabriella Cavalheiro, diretora de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina, afirmou que o desempenho do Epic Universe superou as expectativas da companhia desde a inauguração, em 2025. Segundo a executiva, o mercado brasileiro teve participação importante nesse resultado e contribuiu para ampliar a percepção do Universal Orlando como um destino que vai além de uma visita pontual aos parques.

“Faz pouco mais de um ano a gente estava aqui para o lançamento do Universal Epic Universe, que é o parque temático do Universal Studios. E talvez se eu vou falar, eu fiz três comentários no evento do ano passado. Que a gente não ia ser bem-sucedido com o Epic Universe e com o nosso crescimento, se a gente não fosse bem inserido nos mercados internacionais, se a gente não fosse bem inserido no Brasil e se a gente não tivesse o apoio dos agentes de viagens”, afirmou Gabriella.

De acordo com a executiva, o Epic Universe teve forte aceitação entre os brasileiros.

“E o Epic Universe virou uma febre entre os brasileiros. A gente sabe que ajudou a posicionar o Universal Orlando como um destino completo de férias com quatro parques, agora com 11 hotéis. Abrimos três novos hotéis ali em torno do Epic Universe e a gente não podia estar mais feliz com os resultados”, disse.

Gabriella também reforçou que a inauguração do Epic Universe representa o início de uma nova etapa para a companhia, e não o encerramento do ciclo de expansão. Entre os próximos movimentos estão novidades no Universal Studios Hollywood, uma renovação do Universal Orlando e uma intervenção no parque aquático Universal Volcano Bay.

Brasil mantém crescimento

A força do mercado brasileiro também foi destacada por Eric Marshall, SVP Global de Vendas. Questionado sobre a evolução do Brasil em comparação com outros mercados internacionais, o executivo afirmou que o país apresenta desempenho semelhante ao de importantes mercados emissores.

“Eu diria que estamos indo tão bem aqui quanto em qualquer outro lugar. E esse mercado sempre foi um grande apoiador nosso. Desde que abrimos o Epic Universe, isso só aumentou”, afirmou Marshall.

Para sustentar a demanda nos próximos anos, o executivo apontou a manutenção de eventos, capacitação e relacionamento com os agentes de viagens como elementos fundamentais da estratégia.

“Acho que a resposta é, primeiro, os eventos, a educação, a manutenção do entusiasmo e, segundo, observem-nos. Vamos continuar construindo, crescendo e evoluindo, e nosso foco está sempre no futuro e em oferecer o que nossos clientes desejam”, disse.

Marcos Barros, vVP de Vendas e Marketing para a América Latina, também apontou um primeiro semestre forte para os hotéis do Universal Orlando. O executivo ponderou que a comparação com 2025 exige cautela, uma vez que o Epic Universe e os três novos hotéis ainda não estavam em operação durante o primeiro semestre daquele ano.

“Mas mesmo com todas as referências nos lugares certos, tivemos um crescimento muito forte este ano, no primeiro semestre, e isso faz parte dessa ideia toda de sustentação”, afirmou.

Segundo Barros, a estratégia considera as características de cada mercado e seus períodos de maior demanda. O primeiro trimestre, por exemplo, é considerado especialmente relevante para brasileiros, argentinos e chilenos, justamente por representar um período de chegada importante desses viajantes a Orlando.

“Como podemos trabalhar bem esses mercados para que a gente sustente o sucesso da Universal durante aquele período? Então, a gente fez tudo com muita atenção. Foi tudo muito bem pensado, uma estratégia muito bem desenhada e muito bem executada pelos times aqui, e a gente não poderia estar mais feliz com eles”, declarou.

Imersão como estratégia para novas atrações

A criação de novas atrações também passa por uma combinação entre propriedades intelectuais, pesquisas com consumidores e comportamento dos visitantes. Segundo Barros, a companhia busca entender quais histórias e personagens têm potencial para motivar viagens, ao mesmo tempo em que utiliza o retorno dos próprios visitantes para definir novos projetos.

“Obviamente, a gente tem a questão da propriedade intelectual, o quão atrativa pela propriedade intelectual, os personagens e as histórias são para o nosso público final, que realmente motivariam as pessoas a fazer viagens, para experimentar e conhecer aquelas histórias de uma maneira diferente. E, obviamente, então, isso nós temos o lado da propriedade intelectual e o lado do consumidor que nos diz o que eles querem”, explicou.

O desenvolvimento do Epic Universe foi citado como exemplo dessa estratégia. A Universal consultou seus fãs sobre o que esperavam de uma nova experiência.

“Eles voltaram para nós com uma resposta muito simples, mas muito convincente. A gente quer mais áreas imersivas e, se vocês entregarem mais áreas imersivas, a gente vai voltar e vai voltar mais vezes”, afirmou o VP de Vendas e Marketing para a América Latina.

O executivo lembrou que a estratégia foi construída a partir de experiências anteriores, como as áreas de Harry Potter nos parques da Flórida. O aprendizado acumulado ajudou a companhia a desenvolver o conceito do Epic Universe, estruturado em cinco mundos imersivos.

Gastronomia também faz parte da experiência

A imersão também se estende à gastronomia. Juliana Pisani, diretora sênior de Marketing da Universal Destinations & Experiences, destacou que a alimentação passou a integrar a construção da experiência dos visitantes, combinando opções de diferentes níveis de sofisticação com alternativas para diferentes perfis e necessidades.

“Quando a gente fala de gastronomia, a gente quer que seja simples, que seja possível, que seja para todos. A gente tem desde restaurantes premiados até restaurantes de comida rápida, disponibilidade de frutas, de snacks ao longo do caminho para garantir esse relaxamento e as experiências que todas as famílias possam ter, dependendo do momento”, disse.

A executiva também destacou a oferta de opções para pessoas com restrições alimentares e a utilização da gastronomia como parte da ambientação dos parques.

“A gente realmente quer estar na linha de escutando os consumidores, seja para inovar em atrações, seja para inovar na parte de alimentação”, afirmou.

Volcano Bay terá renovação

O Universal Volcano Bay também passará por um período de fechamento para uma renovação de manutenção. A companhia, porém, ainda não anunciou novas atrações para o parque aquático. Segundo os executivos, o empreendimento tem forte aderência ao público brasileiro.

“O parque aquático é um elemento fundamental nessa composição do destino de férias completo. E a gente vai passar por uma renovação do Volcano Bay, uma reforma de manutenção importante, mas a gente não tem nenhuma novidade para anunciar nesse momento em termos de novas atrações”, explicou Barros.

Durante o período de fechamento, a companhia também disponibilizará o Adventure Ticket, um ingresso específico para os três parques temáticos em operação, permitindo que os visitantes mantenham a flexibilidade de entrar e sair dos parques e repetir atrações.

O produto será temporário e deixará de ser comercializado após a reabertura do Volcano Bay.

Halloween Horror Nights chega à 35ª edição

Outro destaque apresentado durante a coletiva foi o Halloween Horror Nights, que chega à 35ª edição em 2026. O evento contará com dez casas assombradas e atrações inspiradas em propriedades intelectuais conhecidas mundialmente.

Entre os destaques estão Stranger Things, Sinners e uma experiência inspirada em Oz. O evento também terá uma Scare Zone baseada em Fortnite.

“São 35 anos de Halloween Horror Nights. Isso é difícil de acreditar. A gente começou um final de semana com três casas, um crescimento absurdo. A gente chegou a esse ano a dez casas assombradas, com temas ligados a séries de televisão e filmes, obviamente, algumas casas que são conceitos próprios criados pela nossa equipe criativa”, afirmou Marcos Barros.

Segundo a executiva, o evento também acumula reconhecimento internacional. O Halloween Horror Nights foi premiado por 15 anos consecutivos como o melhor evento de Halloween do mundo e recebeu recentemente o Golden Legend Award.

Hotelaria amplia argumentos de venda

Entre os 11 hotéis, a Universal trabalha com diferentes categorias e faixas de preço, permitindo atender perfis variados de viajantes. Segundo Barros, os hotéis mais procurados em volume são o Universal Endless Summer Resort, nas propriedades Dockside Inn and Suites e Surfside Inn and Suites, além do Universal Cabana Bay Beach Resort.

Na categoria premium, três propriedades oferecem o Universal Express Unlimited incluído durante a estadia: Loews Portofino Bay Hotel, Hard Rock Hotel e Loews Royal Pacific Resort.

Sustentabilidade entra na operação

A sustentabilidade também foi abordada durante o encontro. Entre as iniciativas citadas está a utilização de ônibus elétricos para o transporte de visitantes entre os parques, implementada com a abertura do Epic Universe.

“A gente hoje faz o transporte dos nossos visitantes elétrico para diminuir o impacto do público, só uma recente que aconteceu agora com a abertura do Epic Universe”, afirmou Juliana Pisani.

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