O Ministério do Turismo (MTur) iniciou uma aproximação com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para ampliar o fluxo de turistas e estimular investimentos no setor brasileiro. O diálogo foi realizado nesta terça-feira (18), em Brasília (DF), durante encontro entre a ministra do Turismo em exercício, Fernanda Norat, e o secretário-geral da entidade, Kao Kim Hourn.
A ASEAN reúne 11 países: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã. Juntos, os mercados somam aproximadamente 700 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 4,5 trilhões.
“A aproximação com países da ASEAN é uma prioridade do ministro Gustavo Feliciano para reforçar o fluxo de turistas internacionais ao Brasil. A região abriga uma população expressiva e possui uma economia extremamente forte, e queremos posicionar o nosso país como um destino altamente atrativo para esses viajantes”, afirma Fernanda Norat.
Segundo a ministra em exercício, a estratégia também contempla a captação de investimentos capazes de contribuir para a geração de emprego e renda na cadeia turística brasileira.
Investimentos entram na agenda
Durante a reunião, representantes brasileiros apresentaram à comitiva asiática o Guia de Investimentos em Turismo no Brasil, desenvolvido em parceria com a ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).
O material reúne informações destinadas a orientar grupos estrangeiros interessados em projetos turísticos no País, incluindo investimentos em meios de hospedagem e outros empreendimentos privados.
O encontro integra a estratégia brasileira de diversificação das parcerias internacionais e ampliação da cooperação com mercados asiáticos. Desde 2023, o Brasil é o primeiro e único país latino-americano com status de Parceiro de Diálogo Setorial da ASEAN.
A relação é orientada por um Plano de Cooperação Prática válido entre 2024 e 2028. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países integrantes do bloco ultrapassou US$ 38,4 bilhões.
Conectividade é desafio para ampliar fluxo
A atração de viajantes asiáticos também passa pela conectividade aérea entre os mercados. Desde 2024, a Air China voltou a operar a ligação entre Pequim e São Paulo, com escala em Madri, após a suspensão da rota em 2020.
Embora a China não integre a ASEAN, a retomada da operação é apontada pelo Ministério do Turismo como parte da ampliação da conectividade entre o Brasil e mercados asiáticos. São Paulo permanece como um dos principais portões de entrada de visitantes internacionais no País.
A reunião com a ASEAN abre, portanto, uma frente de diálogo específica com o Sudeste Asiático, buscando transformar a cooperação institucional existente em oportunidades para o turismo receptivo e para investimentos no setor brasileiro.







