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Viagens corporativas movimentam R$ 17,9 bilhões em maio

Levantamento da FecomercioSP e da Alagev aponta alta de 6,4% no mês e faturamento próximo de R$ 85 bilhões no acumulado do ano

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

As viagens corporativas movimentaram R$ 17,9 bilhões em maio de 2026, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), desenvolvido pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev). O resultado representa alta de 6,4% em relação a maio de 2025 e estabelece um novo recorde para o mês.

Entre janeiro e maio, o faturamento do segmento chegou próximo de R$ 85 bilhões, avanço de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado ocorre em um cenário de custos mais elevados para empresas e prestadores de serviços.

Para Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev, os dados indicam a manutenção das viagens como parte das estratégias empresariais. “Os resultados demonstram que a mobilidade corporativa continua sendo um investimento diretamente ligado ao desenvolvimento dos negócios. Mesmo diante de custos mais elevados, as empresas seguem priorizando encontros presenciais, eventos, visitas a clientes e ações comerciais, reforçando o papel estratégico das viagens corporativas para a geração de oportunidades e o fortalecimento das relações de mercado”, afirma.

Transporte aéreo

Os dados do transporte aéreo acompanham o desempenho das viagens corporativas. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o mercado doméstico transportou 8,3 milhões de passageiros em maio, maior volume da série histórica para o mês.

Apesar do crescimento mais moderado no número de passageiros, os custos das viagens continuaram em alta. A tarifa média passou de R$ 568,90 para R$ 632,50, aumento de 11,2%. O indicador aponta que parte da alta no faturamento das viagens corporativas está relacionada ao aumento dos preços das passagens.

Hotelaria

Na hotelaria, a ocupação passou de 62,4% para 63,4% entre maio de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

No mesmo período, a diária média subiu de R$ 428,40 para R$ 451,71, alta de 5,4%. Os dados indicam continuidade da demanda por hospedagem relacionada ao público corporativo.

O mercado também passou a ser influenciado por fatores externos. A retomada das tensões no Oriente Médio elevou o preço internacional do petróleo e aumentou a pressão sobre o querosene de aviação, com impacto sobre as tarifas aéreas.

Diante desse cenário, parte das empresas tem buscado alternativas para trajetos de menor distância, como transporte rodoviário e locação de veículos. A mudança, contudo, não alterou a necessidade de deslocamentos relacionados às atividades econômicas.

Mesmo com juros elevados e ambiente inflacionário, a economia brasileira continua sustentando a realização de viagens de negócios. Os dados observados ao longo de 2026 indicam que o crescimento do setor tem sido impulsionado principalmente pelo reajuste dos preços dos serviços, e não pela expansão do volume de deslocamentos.

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