Proteção premium

Confira como empresas de seguro-viagem se adaptam às demandas do turismo de luxo. Afinal, qual a definição de luxo neste segmento?

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

O turismo de luxo vive uma fase de expansão e, ao mesmo tempo, de transformação. Mais do que conforto, hotéis sofisticados ou serviços exclusivos, o viajante de alto padrão passou a valorizar roteiros desenhados sob medida, tempo de qualidade, experiências raras e jornadas que envolvem maior planejamento. 

Nesse cenário, o seguro-viagem deixa de ocupar um papel meramente complementar e passa a integrar a estrutura da viagem. Sobretudo quando há reservas de alto valor, destinos remotos, conexões complexas e pouca margem para que um imprevisto comprometa a programação.

Mas, afinal, o que caracteriza um seguro-viagem de luxo? Limites mais elevados? Atendimento personalizado? Agilidade em situações críticas? Assistência em destinos de difícil acesso? Para responder a essas questões, o Brasilturis ouviu Affinity, GTA, Hero Seguros, Omint, Redion (ex-Europ Assistance) e Universal Assistance, em uma análise sobre como o mercado está adaptando seus produtos ao novo perfil do viajante de alto padrão.

Segmento em expansão

O avanço do turismo de luxo ajuda a explicar a evolução desse mercado. O Virtuoso Luxe Report 2026, aponta que o viajante de alto padrão vem priorizando experiências sob medida, ritmo mais desacelerado e conexões genuínas com culturas, paisagens e pessoas. O conforto e a exclusividade material seguem relevantes, mas já não resumem o que esse público entende como uma viagem diferenciada.

Essa mudança não significa redução de gastos. Entre os consultores entrevistados pela rede, 55% esperam aumento moderado no gasto por viagem neste ano, enquanto 28% projetam manutenção dos níveis atuais, já elevados. O foco passa a estar no valor percebido e na capacidade de entregar uma jornada alinhada aos interesses, ao tempo disponível e às expectativas de cada cliente.

As projeções reforçam a dimensão da oportunidade. Estimativas indicam que o turismo de luxo movimentou mais de US$ 2 trilhões no mundo em 2024 e pode ultrapassar US$ 4 trilhões até 2034. No Brasil, o segmento teria movimentado aproximadamente US$ 28 bilhões em 2024, com crescimento médio anual próximo de 8%, acima da média mundial.

A busca por experiências exclusivas também amplia o interesse por destinos menos óbvios, que exigem planejamento mais robusto. Um levantamento da Booking aponta que 64% dos brasileiros demonstram interesse em atividades ligadas à observação de fenômenos naturais em lugares remotos, como a aurora boreal. São roteiros que podem combinar deslocamentos longos, clima severo, infraestrutura limitada e serviços médicos mais distantes, fatores que tornam a assistência um componente ainda mais relevante.

Dados da Susep e da Anac indicam que 12,9 milhões de brasileiros viajaram ao exterior nos primeiros cinco meses deste ano. Cerca de 90% deles não tinham seguro-viagem contratado, o que representa aproximadamente 11,5 milhões de passageiros.

Mais do que ampliar vendas, o desafio para as empresas é fazer com que a proteção seja considerada desde o início do planejamento. No universo do luxo, em que cada detalhe da viagem é pensado para ser único, o seguro deixa de ser uma formalidade: ele se torna parte da entrega de tranquilidade, continuidade e segurança que esse viajante espera. 

Agora, o que dizem essas empresas?

Affinity

Para a Affinity Seguro Viagem, o conceito de luxo no seguro não está restrito ao valor da cobertura ou à sofisticação do destino. “Hoje, o artigo de luxo realmente é o tempo”, afirma Valéria Pereira, diretora de Produtos da companhia. Sob essa ótica, a função da proteção é evitar que um imprevisto médico, um atraso ou uma alteração de roteiro consuma o período que o passageiro reservou para férias, negócios ou uma experiência especial.

A adequação da cobertura ao destino é um dos pilares dessa proposta. Em viagens para mercados de alto custo médico, como Estados Unidos e Suíça, a orientação é contratar planos com limites mais elevados, capazes de impedir desembolsos inesperados diante de uma emergência. A Affinity oferece, sazonalmente, produtos com até US$ 1 milhão em despesas médico-hospitalares (DMH), reforçando a importância de o viajante compreender o alcance da proteção antes do embarque. “Ninguém viaja pensando que terá um custo como esse”, observa Valéria.

A empresa também aposta em benefícios que levem conveniência a momentos potencialmente desgastantes. O Smart Delay, disponível em planos com cobertura acima de US$ 80 mil, monitora os voos cadastrados pelo viajante e, em atrasos superiores a 60 minutos, envia automaticamente um voucher para acesso a uma sala VIP. O benefício abrange mais de 1,8 mil salas em mais de cem países. “O Smart Delay veio para transformar aquele momento que seria de estresse em conforto para esse passageiro”, resume a diretora.

Lançada em 2026, a telemedicina com ScanFace é outra frente voltada à agilidade no atendimento. Por meio de um escaneamento facial realizado no celular, o médico recebe antecipadamente informações como frequência cardíaca, saturação, pressão arterial e níveis de estresse. “Quando entra no atendimento, ele já sabe com quem está lidando e tem sinais importantes de como conduzir aquela consulta”, afirma Valéria. Nos casos elegíveis, o viajante pode ser atendido sem deixar o hotel ou resort; se o médico identificar necessidade, a central pode coordenar uma visita de Home Care, de acordo com a disponibilidade no destino. “Ele não quer ficar em uma fila de hospital ou clínica. Quer realmente um atendimento mais ágil”, acrescenta.

A proteção começa, ainda, antes da partida. A Affinity disponibiliza cobertura para cancelamento de viagem entre US$ 1 mil e US$ 10 mil, voltada a resguardar pacotes turísticos e multas não reembolsáveis em 24 motivos previstos no plano. Para a diretora, o mercado tende a se tornar mais seletivo à medida que o público se torna mais informado e exigente. A resposta, defende, é personalização  “Se tiver algo que o cliente busque e não está encontrando no mercado, traga sua proposta. Temos condições de moldar o produto exatamente como esse cliente quer ofertar para o passageiro dele”, finaliza.

GTA

Para a Global Travel Assistance (GTA), um seguro-viagem de luxo se diferencia, antes de tudo, pela amplitude da cobertura e não por uma assistência inteiramente distinta da oferecida aos demais passageiros. “Normalmente, os seguros são para cobrir eventos de qualquer natureza, sendo de luxo ou não”, afirma Celso Guelfi, CEO e fundador da empresa. “O que a gente sempre preconiza no luxo são coberturas mais altas”, pontua. A companhia trabalha, por exemplo, com opções de US$ 250 mil e US$ 300 mil, voltadas a viajantes que buscam mais proteção em destinos e roteiros de maior valor.

Guelfi ressalta que a qualidade da assistência precisa ser uniforme, independentemente do plano escolhido. “O atendimento é dado de forma igual, seja de US$ 35 mil até US$ 300 mil”, diz. “O atendimento tem que ser muito prestativo”, acrescenta. Para o executivo, a diferença no segmento de alto padrão está no nível de exigência do passageiro e nos cuidados necessários para garantir rapidez e eficiência em cada etapa do suporte, seja em uma emergência médica, seja em uma solicitação que exija coordenação imediata no exterior.

A GTA também identifica um mercado de luxo cada vez mais visível e estruturado no Brasil. Na visão de Guelfi, esse público sempre existiu, mas ganhou protagonismo à medida que operadores e agências passaram a desenvolver viagens mais personalizadas. “O mercado acordou para isso. Esse passageiro vai buscar viajar mais confortável, com viagens sob medida”, avalia. Para ele, a consolidação de espaços e fornecedores dedicados ao segmento nas feiras do setor é um retrato desse amadurecimento.

Essa evolução demanda uma relação mais próxima entre seguradora, agências e operadoras especializadas. “Sempre procuramos as agências que trabalham com luxo, procurando fazer um produto que possa atender”, afirma o CEO. Ao identificar um passageiro desse perfil, a orientação interna é reforçar os cuidados e a velocidade do serviço. “Você já avisa que é um produto de luxo, que é um passageiro mais exigente e que tem que ter rapidez e eficiência no atendimento”, pontua.

No fim, a essência do seguro permanece a mesma: estar disponível quando o viajante precisa. “A essência do seguro é cuidar a qualquer hora, em qualquer lugar”, resume Guelfi. A GTA sustenta essa proposta com uma equipe de 58 executivos de contas no País e atendimento próximo aos canais de venda. “Não se compra só preço, não se compra só valores; se compra atendimento e prestação de serviço”, conclui.

Hero Seguros

Na avaliação da Hero Seguros, o luxo no seguro-viagem está menos ligado a uma lista fixa de coberturas e mais à capacidade de entender o perfil de cada passageiro. “É um cliente que realmente quer um olhar mais dedicado, que atenda às necessidades dele e que tenha rede nos destinos onde costuma viajar, que não são os triviais”, afirma Luciana Volante, diretora da Business Unit de Viagem da Hero Seguros. Para ela, a personalização é o elemento central da proposta, somada a soluções que acompanhem atividades e roteiros fora do circuito tradicional.

Entre os diferenciais apontados está a telemedicina realizada integralmente pelo Hospital Israelita Albert Einstein, disponível nos seguros nacionais e internacionais da companhia. “Eu costumo dizer que viajar com Einstein no bolso é uma tranquilidade para esse passageiro”, diz Luciana. Nos atendimentos viáveis de forma remota, o viajante pode conversar com médicos especialistas e, conforme o país, receber prescrição médica. A Hero também destaca sua rede própria credenciada em destinos como Tailândia, Bali, Japão, Coreia, China e África do Sul, mercados que ganham espaço entre os clientes em busca de experiências menos convencionais.

A companhia desenvolveu ainda produtos voltados a interesses específicos desse público. Todos os seguros incluem cobertura para esportes na neve, enquanto o My Hero Neve acrescenta proteção para equipamentos e roupas especiais, além de reembolso de ingressos, como passes de esqui, se o passageiro adoecer durante a viagem. Já o My Hero Mergulho contempla bagagem especial e despesas com tratamento em câmara hiperbárica em caso de acidente durante a atividade. “O viajante de luxo está cada vez mais procurando viagens exóticas, saindo do óbvio. Ter uma rede credenciada que atenda esses destinos faz uma grande diferença”, observa Luciana. 

A experiência também passa por conveniência e flexibilidade. Além de sala VIP, a Hero pode oferecer o serviço Meet and Assist, com recepção no aeroporto, auxílio com bagagens e reserva de espaço exclusivo na sala VIP. Outro ponto valorizado por agências especializadas é a extensão automática da vigência do seguro. “Ele pode prolongar a viagem sem precisar nos avisar, sem pedir aprovação. É um processo superfluido”, explica a executiva, especialmente relevante para clientes que decidem estender o roteiro durante a própria jornada.

Luciana aponta que as agências de viagens vêm se especializando cada vez mais no segmento, acompanhando um público habituado a viajar e disposto a pagar por consultoria e serviços sob medida. “Eu me arrisco a dizer que é um dos segmentos que mais cresce nos últimos anos”, afirma. A mensagem aos parceiros é que a seguradora tem estrutura para desenvolver soluções a partir de demandas concretas. “Escutamos e desenvolvemos produtos de acordo. Caso eu não tenha algo dentro de casa, ao ouvir a necessidade, consigo criar um produto que a atenda”, finaliza.

Omint

Para a Omint Seguros, luxo no seguro-viagem vai além de limites elevados de cobertura. “Significa oferecer um nível de cuidado, assistência e personalização capaz de preservar a experiência da viagem, mesmo quando um imprevisto acontece”, afirma Anna Angotti, gerente de Seguro de Vida e Viagem da companhia. Em roteiros de alto valor, a proteção deixa de ser somente financeira: o foco é reduzir o desgaste do passageiro e garantir que ele possa seguir a jornada com segurança, conveniência e tranquilidade.

A proposta atende, principalmente, viajantes internacionais frequentes que incorporam o seguro ao planejamento, a lazer ou a negócios. Entre 2022 e 2025, a procura pelos planos premium da Omint, incluindo o First Class, cresceu 54%. “O seguro-viagem deixou de ser percebido apenas como uma exigência para determinados destinos e passou a ser visto como parte da experiência da viagem”, destaca Anna.

Nesse universo, a qualidade da resposta é mais relevante do que uma lista extensa de serviços. “O viajante de alto padrão valoriza, acima de tudo, a qualidade da assistência”, diz a executiva. Isso inclui central disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, suporte no idioma nativo do cliente e capacidade de coordenar rapidamente o atendimento adequado, em qualquer destino. “A expectativa é contar com um parceiro que resolva qualquer contratempo com eficiência e discrição”, completa. Os planos podem chegar a US$ 500 mil para despesas médico-hospitalares, inclusive em atendimentos relacionados a doenças preexistentes.

A expansão do segmento também levou a companhia a reforçar seu portfólio. Entre as novidades, está a contratação de capital segurado de até R$ 500 mil, a ampliação da cobertura para esportes dentro da categoria Lazer e Negócios, contemplando atletas amadores e profissionais, e a unificação da cobertura de despesas médico-hospitalares. Para quem viaja várias vezes ao ano, o Multiviagem passou a poder ser contratado por passageiros de até 80 anos, para jornadas de até 60 dias consecutivos. O portfólio inclui ainda proteções para atraso de embarque, hospedagem após alta hospitalar, acompanhante, gestantes e outros eventos que podem interferir no roteiro.

Para Anna, o valor do produto se evidencia justamente quando ocorre uma intercorrência. “Em uma emergência médica no exterior, o diferencial não está apenas na amplitude da cobertura financeira, mas na capacidade de oferecer assistência ágil, direcionar o cliente para a rede mais adequada e acompanhá-lo durante toda a resolução do caso”, salienta. A mesma lógica se aplica a cancelamentos, interrupções de viagem, extravio de bagagem e orientação jurídica. 

Aos agentes de viagens, a mensagem é de atuação consultiva: “Mais do que comparar preços ou limites de cobertura, o diferencial está em demonstrar o valor da assistência oferecida”, finaliza.

Redion

Na Redion, ex-Europ Assistance, o seguro-viagem destinado ao segmento de luxo não é visto apenas como uma proteção contra despesas inesperadas, mas como parte da própria entrega da viagem. “Ele é uma garantia de continuidade de experiência”, define Fabio Pessoa, diretor de Travel e Canais Digitais da companhia. “O cliente premium compra especialmente tranquilidade, acesso imediato à melhor assistência médica e atendimento personalizado.” A expectativa, segundo ele, é que qualquer imprevisto seja resolvido “com a mesma excelência que ele espera de todo o restante da jornada”.

Essa experiência começa antes do embarque e se estende até o pós-viagem. A companhia cita serviços como acesso a sala VIP no Porto de Santos, telemedicina com o Einstein, emissão de receitas médicas para utilização internacional e coberturas de cancelamento compatíveis com o valor de roteiros mais exclusivos. Além de ampliar o capital segurado, a proposta prevê mais possibilidades de cancelamento e processos rápidos, que podem ser conduzidos por WhatsApp com apoio de inteligência artificial na triagem.

No centro da proposta está uma rede de mais de 4,5 mil hospitais, complementada por clínicas locais, Home Clinic, atendimentos remotos e estrutura de repatriação. A capilaridade é especialmente relevante para um público que busca destinos remotos ou menos usuais. “Esse cliente de luxo busca experiência, e essas experiências normalmente são em lugares mais remotos e específicos”, explica o executivo. Ele cita um atendimento realizado em Cagliari, na Sardenha, onde uma passageira com infecção na vesícula precisou ser estabilizada e transferida para local com estrutura mais adequada para o tratamento. “A rede é construída justamente para suprir essas deficiências de estrutura médica, sem colocar a pessoa em risco”, pontua.

No Brasil, a Redion também destaca sua operação em cruzeiros, com ambulâncias posicionadas em perímetros protegidos ou nos próprios portos, conforme a operação. A estrutura reduz o tempo necessário para remoções médicas no desembarque e ajuda a evitar impactos à programação do navio e dos demais passageiros. Já quando há necessidade de reembolso, a empresa informa prazo de até cinco dias, com processo digital. “O cliente do mercado de luxo busca uma experiência rápida, personalizada, resolutiva e humanizada. A tecnologia está a nosso favor, mas não substitui pessoas cuidando de pessoas”, argumenta.

A confiança dos agentes de viagens é outro elemento central para a companhia. “Não adianta a viagem ser perfeita se o seguro-viagem não estiver no mesmo patamar do produto que o agente vendeu”, avalia o diretor. Para ele, a qualidade da assistência também protege a relação entre consultor e passageiro, sobretudo em um nicho de alta exigência. A Redion mantém representantes em todas as regiões do País e convida os profissionais a compartilhar demandas específicas. “Escutar os agentes de viagens e colocar em prática o que eles precisam é uma coisa que está nos fazendo crescer muito”, conclui.

Universal Assistance

Para a Universal Assistance, o luxo no seguro-viagem passou a ser definido por elementos intangíveis, especialmente pela possibilidade de o passageiro aproveitar melhor seu tempo. “Não é só um ticket médio alto. Luxo é ter experiências personalizadas, com exclusividade”, afirma Jacqueline Conrado, gerente regional da empresa no Brasil. Nesse contexto, o seguro deve reduzir atritos antes, durante e depois da viagem, permitindo que o cliente se concentre no destino e na experiência que escolheu viver.

A executiva avalia que o perfil desse viajante se tornou ainda mais sofisticado após a pandemia. Mais do que um serviço premium, ele busca atendimento consultivo, flexibilidade e soluções construídas para suas necessidades, ou “experiências que foram feitas para ele e não para o perfil”, nas palavras de Jacqueline. A mudança geopolítica e a necessidade de adaptar roteiros rapidamente também ampliam a relevância de parceiros com presença internacional. “Esse é o cliente que está disposto a investir e a ser fidelizado por parceiros de viagem que atendam isso”, afirma.

Com a Universal Assistance como marca da Zurich para seguro-viagem na América Latina, a empresa destaca a capilaridade global como um diferencial para atender passageiros em destinos menos tradicionais. A procura por Ásia e América do Sul, em viagens mais exclusivas e imersivas, vem crescendo ao lado de mercados consolidados, como Estados Unidos e Europa. Para esse público, segundo Jacqueline, coberturas relacionadas a disrupções da jornada, cancelamento ou alteração de voos e perda de bagagem, ganham peso semelhante ao das despesas médico-hospitalares. “O valor de cobertura não é só o que o cliente busca, mas também um atendimento muito competente”, pontua.

A companhia também identifica um perfil que merece atenção: mulheres a partir de 50 anos, profissionalmente bem-sucedidas, com maior autonomia financeira e disponibilidade para realizar viagens antes adiadas. Muitas viajam sozinhas ou em grupos e priorizam segurança em roteiros internacionais. “Esse é o momento delas de viajar”, observa Jacqueline. “Quando falamos de viagens de mulheres ao redor do mundo, a segurança é um dos principais pontos”, acrescenta. 

A proposta também passa por atendimento multicanal, suporte em todos os fusos horários e uma jornada digital que não substitua a atenção humana.Na prática, a gestora cita o atendimento a um passageiro idoso que se acidentou durante uma caminhada na Tailândia. O caso foi acompanhado pela liderança da empresa, do início ao fim, como exemplo de cuidado individualizado em uma situação de maior complexidade. “Olhamos para o ser humano, não olha só a apólice. O atendimento humano também é sinônimo de luxo hoje em dia”, avalia. 

Aos agentes de viagens, Jacqueline reforça a importância de uma escuta ativa e da cocriação de soluções com os canais de distribuição. “As necessidades dos clientes mudam o tempo todo, com uma rapidez muito grande. Estar próximo do mercado é cada vez mais necessário”, conclui.

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