Juliano Noman, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), destacou a atuação conjunta do setor aéreo para ampliar a segurança e a eficiência do transporte aéreo durante a abertura do Aviation Infra Summit (AIS) 2026, realizado nesta quarta-feira (24), em São Paulo (SP). O evento, promovido pela entidade, ocorre dez dias após a entrada em vigor da Resolução 800 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que estabelece medidas para inibir atos de indisciplina a bordo de aeronaves e nos aeroportos brasileiros.
Noman defendeu que a segurança deve estar no centro das operações do setor. “Não são muitos os países que têm essa norma. O Brasil, como sempre, liderando a aviação no mundo e fizemos uma campanha muito grande de conscientização para explicar a norma, para que a gente possa ter uma implementação tranquila. É uma norma que a gente gostaria de não precisar executar, mas que dá respaldo, cuida da segurança das operações, cuida da segurança dos passageiros, cuida da segurança de quem trabalha na aviação. Porque no fim do dia, o que nos move é o passageiro, a experiência segura do passageiro, valorizar o tempo das pessoas”, afirmou.
Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, afirmou que o Brasil deve registrar um novo recorde de passageiros em 2026. Segundo ele, a previsão considera “o trabalho que vem sendo feito por todos os atores da indústria da aviação para que o setor aéreo seja cada vez mais seguro, eficiente e acessível”.
Franca também afirmou que o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) acompanha a agenda de custos do setor. “Estamos em diálogo permanente com o Ministério da Fazenda e temos sentido muita sensibilidade às pautas da aviação civil e à sua importância para o crescimento da economia e à redução de distâncias.”
Judicialização
Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, destacou as medidas adotadas pela agência para enfrentar o que classificou como judicialização predatória. Segundo ele, a atualização da Resolução 400 ampliou a transparência para os passageiros e facilitou a compreensão sobre seus direitos em casos de atrasos e cancelamentos.
“Não se trata de negar o direito do consumidor ir à Justiça, mas de inibir uma indústria de litigância abusiva, que faz publicidade antecipando valores que um passageiro pode ganhar se seu voo atrasar, mesmo que o motivo do atraso seja alheio à vontade das empresas”, disse Faierstein.
Também participaram da abertura do AIS 2026 os John Rodgerson, André Fehlauer, Jerome Cadier, CEOs da Azul, Gol, e Latam, respectivamente, além de Luciana Malamin, gerente-executiva de Negócios da Confederação Nacional do Transporte.
Programação
O AIS 2026 segue até esta quinta-feira (25), com o tema “Operação e Infraestrutura Aeronáutica Inteligente — eficiência, inovação e sustentabilidade para a aviação do futuro”.
A programação aborda temas como experiência do passageiro, eficiência operacional e gerenciamento do risco de fauna para prevenir colisões entre aves e aeronaves, conhecidas na aviação como bird strike. A agenda também inclui discussões sobre aviação regional e implantação de sistemas antidrones nos aeroportos brasileiros.











