São Paulo (SP) — A Business Factory vive um processo de expansão estratégica, com ampliação da atuação em representação de destinos, gestão de crise de imagem e desenvolvimento de estratégias de comunicação para diferentes segmentos do turismo. Durante a 53ª Abav Expo, realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, Thais Medina, CEO da Business Factory, apresentou ao Brasilturis o atual momento da agência, que atende clientes como o Consórcio Aproveite Campos do Jordão, Paraty, Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul, Visite São Paulo e África do Sul.
Segundo Thais, a agência também busca ampliar a presença junto a operadoras e outros players da cadeia turística, mantendo como ponto de partida uma análise estratégica de cada negócio. “Nós temos uma característica muito forte na BF, que é, primeiro, o olhar muito focado em estratégia. É o nosso ponto zero. Tudo que a gente faz, ele tem um caminho estratégico muito forte.”
A executiva explica que a proposta é aproveitar estruturas que já funcionam antes de propor mudanças. “A gente não entra no cliente para falar: ‘Vamos jogar tudo fora e recomeçar’. Porque essa é uma visão egocêntrica e não é uma visão que a gente tem. Vamos avaliar, vamos entender o que já está legal para dar continuidade e o que a gente precisa realmente fazer de novo.”
Estratégia orienta expansão da agência
Entre as especialidades da Business Factory está a gestão de crise de imagem, área que, segundo Thais, exige metodologia, treinamento e agilidade para responder a situações que podem envolver questões políticas, éticas, governança, problemas internos, redes sociais ou acontecimentos externos. “Então, cada crise, apesar de ela ser muito específica, você tem um fio condutor de inteligência. Mas cada crise é uma. Aí elas são criativas.” A metodologia inclui governança das informações, definição de responsabilidades, formação de comitê de crise e preparação do porta-voz. “Agilidade é essencial. Cuidado com as informações e aí vem uma governança de informação e a formação de um comitê de crise de imagem com responsabilidades muito claras do que falar, como falar, quem fala.”
A atuação com a África do Sul também aparece como uma das frentes que permitem à agência desenvolver novos formatos de comunicação, eventos e relacionamento. “E a África do Sul, por exemplo, permite que a gente faça muita coisa diferente e muita coisa nova, como a questão dos eventos e algumas outras novidades que a gente vai apresentar nas próximas semanas.”
A executiva também destaca o relacionamento construído pela empresa nos segmentos B2B, B2C, luxo e massa como um ativo para desenvolver estratégias e conectar os próprios clientes. “A gente tem uma questão de parceria muito forte. Então, quando você tem muita parceria, as portas estão sempre abertas para você do ponto de vista de negócios.”
Planejamento para 2027 já está em andamento
Mesmo com uma agenda movimentada até o fim de 2026, a Business Factory já iniciou o planejamento estratégico para 2027. Grandes eventos e lançamentos de clientes estão previstos para o segundo semestre, especialmente em outubro e novembro. “A gente já está na fase de desenvolvimento de estratégia e planejamento para 2027. Ainda tem muita coisa para acontecer esse ano. Tem grandes eventos, tem clientes que vão fazer grandes lançamentos ainda esse ano.”
Para Medina, o cenário de incertezas econômicas e políticas exige atenção, mas os dados acompanhados pela agência indicam crescimento nas viagens corporativas e de lazer. O desempenho da própria Business Factory acompanha esse movimento. Medina afirma que a empresa registrou crescimento no ano, principalmente em faturamento, enquanto também passou por mudanças de gestão. “Então, a gente teve crescimento, principalmente em faturamento, que é o que a gente mais mede, mas também em termos de estabilidade, por conta de algumas mudanças em termos de gestão também, do negócio.” Segundo ela, os clientes também apresentaram evolução nos resultados. “Mas, em termos de negócio, a gente vê um crescimento muito bacana e consistente dos nossos clientes. Mas também esse crescimento muito ligado à evolução e ao desenvolvimento também dos nossos clientes.”
A reforma tributária também entrou na agenda de comunicação da agência. Embora a Business Factory não atue diretamente na parte financeira das mudanças, Medina explica que a empresa trabalha na produção de conteúdos para ajudar o mercado a compreender o tema e posicionar seus clientes como fontes de informação. “Então, o que a gente tem que trabalhar de uma forma muito consistente é gerando informação para o mercado e trazendo o nosso cliente em evidência nessa geração e nesse compartilhamento de informação.”
Para a executiva, a falta de clareza sobre os impactos da reforma abre espaço para uma comunicação estratégica. “Porque, por mais que a gente tenha muita gente falando sobre o problema, ainda está tudo meio obscuro. O mercado não tem ainda muita clareza. É um momento ainda de muita incerteza.”
Para os próximos meses, a Business Factory pretende manter a expansão da carteira e desenvolver novos serviços, com inovação e capacitação interna entre as prioridades. A agência realiza uma convenção anual para trabalhar o desenvolvimento da equipe e prepara uma nova edição para novembro. “Não está fácil ser inovador. Então, no momento em que tudo é igual, tudo é uma repetição. Então, se a gente fizer alguma coisa diferente, é o que precisa.”

