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Guerra com Irã pode gerar perda de €40 bilhões no turismo

Conflito no Oriente Médio ameaça reduzir fluxo internacional em até 38 milhões de visitantes em 2026

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos pode provocar um impacto expressivo no turismo do Oriente Médio e da região do Golfo. Estimativas apontam que o setor pode perder até €40 bilhões em gastos de visitantes internacionais caso as tensões se prolonguem ao longo de 2026.

Segundo projeções da consultoria Tourism Economics, o número de turistas internacionais no Oriente Médio pode cair entre 11% e 27% neste ano. Em termos absolutos, isso representa uma redução entre 23 milhões e 38 milhões de visitantes em relação às previsões divulgadas anteriormente.

A retração na demanda pode resultar em perdas entre US$ 34 bilhões e US$ 56 bilhões (cerca de €29 bilhões a €48 bilhões) em gastos turísticos, considerando o impacto imediato do conflito e os efeitos prolongados na percepção de segurança da região.

Viagens suspensas e espaço aéreo fechado

O agravamento das tensões levou diversos governos a emitirem alertas contra viagens não essenciais para países como Israel, Emirados Árabes Unidos e Catar. Além disso, uma ampla área de espaço aéreo permanece fechada na região, impactando rotas estratégicas da aviação internacional.

Com isso, turistas que estavam em destinos populares como Dubai e Doha tentam retornar aos seus países por meio de voos de resgate organizados por governos e companhias aéreas.

Para Ibrahim Khaled, diretor de marketing da Middle East Travel Alliance, o crescimento recente do turismo regional foi interrompido abruptamente. “Estávamos vendo um crescimento constante de visitantes ano após ano, especialmente com os novos investimentos turísticos na região. Mas os acontecimentos do último fim de semana praticamente colocaram as viagens em pausa”, afirmou.

Destinos do Golfo devem sentir maior impacto

O relatório aponta que os países do Conselho de Cooperação do Golfo devem sofrer as maiores perdas em volume de visitantes. Entre eles estão Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, destinos que concentram grande volume de turistas internacionais e dependem fortemente da conectividade aérea.

A interrupção do tráfego aéreo também gera efeitos em cadeias globais de viagem. Os aeroportos do Oriente Médio respondem por cerca de 14% do trânsito internacional de passageiros, funcionando como hubs estratégicos entre Europa, África e Ásia.

Apesar do impacto imediato, especialistas do setor avaliam que o turismo regional possui histórico de recuperação rápida após crises. Para Gloria Guevara, o setor já demonstrou resiliência diante de desafios globais. “O turismo tem se mostrado uma força essencial de conexão e estabilidade econômica, adaptando-se continuamente em períodos de incerteza”, afirmou.

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