O conflito no Oriente Médio já retirou mais de 4,4 milhões de assentos do mercado global de aviação desde 28 de fevereiro, após o cancelamento de cerca de 20 mil voos programados para a região. Os dados mais recentes da Cirium apontam que, nos últimos cinco dias, dos 36 mil voos previstos com origem ou destino no Oriente Médio, 56% das chegadas foram suspensas, evidenciando o forte impacto operacional nas malhas internacionais.
Em 4 de março, a taxa de cancelamento foi de 47,3%, uma redução em relação ao pico de 65,9% registrado na terça-feira anterior. Apesar da leve recuperação, alguns mercados seguem praticamente paralisados. O Catar apresentou 98,77% de voos cancelados, enquanto o Bahrein registrou 98,90%. Nos Emirados Árabes Unidos, a taxa de interrupção alcançou 67,58%.
Nos principais hubs, o Aeroporto Internacional de Doha (DOH) operou com 98,77% de cancelamentos. Já o Aeroporto Internacional Zayed (AUH) registrou 82,16%, enquanto o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) apresentou 65,72%. Em contrapartida, terminais como o Aeroporto Internacional King Abdulaziz (JED) e o Aeroporto Internacional King Khalid (RUH) mantiveram maior nível de atividade, com taxas de cancelamento de 12,81% e 14,64%, respectivamente.
Apesar do cenário de instabilidade, algumas companhias iniciaram movimentos pontuais de retomada. “Foram adicionados voos esporádicos, principalmente da Emirates e da Etihad “, detalhou o relatório técnico da Cirium. A Emirates e a Etihad Airways passaram a incluir operações adicionais para Dubai e Abu Dhabi, embora as taxas de cancelamento ainda ultrapassem 65% na região.
A consultoria ressaltou que a prioridade neste momento é confirmar quais voos efetivamente decolaram, diante da volatilidade da programação. Em Israel, a taxa de cancelamento atingiu 71,52%, enquanto no Líbano o índice permaneceu em 63,79%.

