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HSMAI aponta IA e diversidade de gerações como vetores na hotelaria

Relatório analisa impacto da inteligência artificial, diversidade geracional e capacitação contínua na redefinição de talentos comerciais

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A HSMAI divulgou o estudo “State of Hotel Commercial Talent”, que analisa como tecnologia, novas dinâmicas de trabalho e mudanças geracionais estão redefinindo o perfil profissional na hotelaria. O material reúne percepções de especialistas e projeta tendências para as áreas de Vendas, Revenue Management, Distribuição e Marketing.

Segundo o relatório, o avanço da inteligência artificial começa a alterar significativamente as competências exigidas dos profissionais do setor. Parte das atividades operacionais e analíticas tende a ser automatizada, deslocando o foco para habilidades estratégicas. Especialistas ouvidos estimam que até 25% dos empregos na hotelaria poderão ser impactados pela automação.

“A tecnologia não é mais suporte, é protagonista. A inteligência artificial já está automatizando tarefas operacionais e analíticas, deslocando o valor do profissional para o pensamento estratégico, leitura de dados e capacidade de tomada de decisão”, afirma Gabriela Otto, presidente da HSMAI no Brasil e América Latina.

O estudo aponta que, na área de vendas, o uso de IA para geração de propostas e análises já tem elevado taxas de conversão entre 15% e 25%.

Diversidade geracional e novo perfil profissional

O relatório da HSMAI também destaca a coexistência de múltiplas gerações nas equipes de hotelaria, de Baby Boomers à Geração Z, com a chegada da Geração Alfa nos próximos anos. Cada grupo apresenta expectativas distintas quanto a carreira, liderança e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

“Nunca houve tanta diversidade geracional ao mesmo tempo. Isso muda tudo, desde expectativa de carreira, relação com liderança, até dinâmica de trabalho”, observa Gabriela.

Diante desse cenário, o aprendizado contínuo deixa de ser apenas uma política de recursos humanos e passa a integrar a estratégia de negócio. A atualização constante de competências é apontada como fator crítico para manter competitividade em um ambiente marcado por transformação tecnológica acelerada.

Saúde mental e retenção

O estudo também aborda o impacto da saúde mental na performance e retenção de talentos. Jornadas irregulares, pressão por resultados e ciclos de demanda instáveis estão entre os fatores que afetam o bem-estar na hotelaria. Nesse contexto, iniciativas voltadas ao suporte psicológico passam a ser consideradas parte da estratégia corporativa.

No Brasil, o desafio é ampliado por escassez de mão de obra qualificada e alta rotatividade. “Vivemos um momento de repensar produtividade, tecnologia e modelo de operação”, afirma Gabriela.

O relatório conclui que organizações que não revisarem suas estratégias de talentos podem operar com modelos defasados diante das novas exigências do mercado. O estudo está disponível gratuitamente e pode ser encontrado neste link.

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