BRL - Moeda brasileira
EUR
5,85
USD
5,01

Dólar recua e volta a operar abaixo de R$ 5 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Movimento do câmbio reflete cenário econômico global e ajustes recentes na política monetária brasileira

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O dólar apresentou queda frente ao real nesta quinta-feira (30), voltando a ser negociado abaixo do patamar de R$ 5,00. O movimento ocorre em meio à repercussão de decisões recentes sobre taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, fatores que influenciam diretamente o comportamento dos investidores e a dinâmica do mercado financeiro.

Na véspera, a moeda norte-americana havia encerrado o dia com leve alta de 0,39%, cotada a R$ 5,0021. Já na abertura desta quinta-feira, o cenário mudou, refletindo ajustes nas expectativas do mercado e a reação a indicadores econômicos divulgados nas últimas horas.

Cotação do dólar registra queda no início do pregão

Por volta das 9h05, o dólar à vista operava em baixa de 0,48%, sendo negociado a R$ 4,977 na venda. No mercado futuro, o contrato com vencimento em maio — atualmente o mais líquido na bolsa brasileira — apresentava recuo de 0,27%, com cotação próxima de R$ 4,978 na B3.

No mercado comercial, a moeda norte-americana registrava valores semelhantes, com cotação de compra em R$ 4,976 e venda em R$ 4,977. A oscilação acompanha o comportamento típico do câmbio em períodos de atualização de expectativas econômicas e decisões de política monetária.

Decisões sobre juros influenciam expectativas do mercado

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros inalteradas ao final do mandato de oito anos do presidente da instituição, Jerome Powell. A decisão foi tomada por margem apertada, com oito votos favoráveis e quatro contrários, configurando uma das votações mais divididas desde o início da década de 1990.

Após o anúncio, investidores passaram a rever as projeções para a política monetária norte-americana. O mercado reduziu as expectativas de cortes de juros no curto prazo e passou a considerar maior probabilidade de elevação das taxas até abril de 2027, cenário que tende a influenciar fluxos de capital e o comportamento das moedas emergentes.

No Brasil, o Banco Central anunciou redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou a 14,50% ao ano. A autoridade monetária indicou que novas informações econômicas serão analisadas antes da definição dos próximos passos da política monetária, mencionando a possibilidade de ajustes no ritmo e na extensão do ciclo de calibração da taxa básica de juros.

Indicadores econômicos também entram no radar dos investidores

Outros indicadores econômicos divulgados recentemente também contribuem para o ambiente de cautela observado no mercado. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses encerrados em março, resultado alinhado às expectativas de analistas consultados em pesquisas econômicas.

Ao mesmo tempo, dados fiscais indicaram aumento acima do previsto na dívida pública do país. A dívida bruta como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 80,1% em março, ante 79,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público passou de 65,5% para 66,8% no mesmo período, superando as projeções do mercado.

O comportamento do câmbio segue sendo acompanhado de perto por investidores e agentes econômicos, uma vez que variações na taxa de dólar impactam custos de importação, preços de passagens aéreas e o planejamento financeiro de empresas e consumidores ligados ao setor de turismo.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, 
necessariamente, a opinião deste jornal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDAS

NEWSLETTER

    AGENDA 2026

    REDES SOCIAIS

    PARCEIROS