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Companhias aéreas cortam 13 mil voos em maio devido a crise do combustível

Crise global de combustível reduz 2 milhões de assentos e pressiona malhas na Europa e Oriente Médio

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A crise internacional de combustível de aviação já impacta de forma direta a malha aérea global. Companhias aéreas cortaram cerca de 13 mil voos programados para maio e retiraram aproximadamente 2 milhões de assentos da oferta mundial nas últimas semanas, segundo dados da consultoria Cirium.

De acordo com o levantamento, a capacidade global prevista para maio caiu de 132 milhões para 130 milhões de assentos nas duas últimas semanas de abril. O movimento ocorre em meio à escalada do preço do querosene de aviação, que mais do que dobrou desde fevereiro, impulsionado pelo conflito envolvendo o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

Entre as companhias que anunciaram cortes estão a Turkish Airlines, a Lufthansa, a British Airways e a KLM. A Lufthansa é uma das mais afetadas, com redução de aproximadamente 20 mil voos de curta distância previstos para a temporada de verão europeu.

Impacto nas férias e no verão europeu

O período coincide com o half term break no Reino Unido e em partes da Europa continental, aumentando o risco de impacto para famílias que já haviam programado viagens. A expectativa do mercado é que o verão no hemisfério norte registre instabilidade adicional, caso a crise energética persista.

Além do cancelamento de rotas consideradas menos rentáveis, diversas empresas vêm substituindo aeronaves por modelos menores para reduzir o consumo de combustível. Em rotas de maior demanda, há registro de aumento de tarifas, reflexo da menor oferta e da elevação dos custos operacionais.

No Reino Unido, a secretária de Transportes, Heidi Alexander, anunciou a suspensão temporária da regra que obriga as companhias a utilizarem seus slots aeroportuários sob risco de perda para concorrentes. A medida permite que empresas como a British Airways ajustem suas malhas sem penalizações, oferecendo maior flexibilidade operacional em um cenário de incerteza.

Vale salientar que, mesmo em voos mantidos, passageiros podem enfrentar reacomodações em datas diferentes, o que pode encurtar períodos de férias ou exigir ajustes de itinerário.

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