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Atendimento médico de R$ 84 mil nos Estados Unidos reacende alerta sobre seguro viagem

Caso de influenciadora em Orlando expõe altos custos médicos no exterior e baixa adesão ao seguro entre brasileiros

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O caso recente da influenciadora brasileira Débora Rocha reacendeu o debate sobre os custos da saúde nos Estados Unidos e os riscos de viajar sem seguro viagem. Durante uma estadia em Orlando, a criadora de conteúdo precisou de atendimento médico de urgência após ser mordida por um cachorro e recebeu uma cobrança estimada em US$ 17 mil, valor equivalente a cerca de R$ 84 mil.

Segundo relato da influenciadora, os custos envolveram vacinas avaliadas em aproximadamente US$ 2,5 mil cada, além da aplicação de imunoglobulina estimada em US$ 4 mil e uma taxa hospitalar próxima de US$ 5 mil referente apenas ao atendimento inicial no pronto-socorro. Apesar do susto, ela não precisou arcar com os custos porque possuía seguro viagem com cobertura de até US$ 175 mil para despesas médicas.

O episódio chama atenção para um cenário conhecido pelo mercado de turismo: despesas médicas internacionais, especialmente nos Estados Unidos, podem alcançar cifras elevadas mesmo em situações consideradas simples.

Levantamento do Affinity Seguro Viagem mostra que, em Orlando, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, os custos variam significativamente conforme o tipo de atendimento. Casos de apendicite podem chegar a US$ 50 mil, enquanto uma torção de tornozelo gira em torno de US$ 5,8 mil. Já ocorrências como gastroenterite ou infecção urinária custam cerca de US$ 250, e atendimentos simples por febre ou dor de cabeça podem ultrapassar US$ 200.

Baixa adesão ao seguro preocupa setor

Dados atualizados de 2026 também mostram que a contratação de seguro viagem ainda é baixa entre brasileiros. Segundo levantamento realizado pela Affinity com base em informações da Agência Nacional de Aviação Civil e da Superintendência de Seguros Privados, mais de 8,3 milhões de brasileiros viajaram para o exterior no primeiro trimestre deste ano.

Desse total, aproximadamente 7,8 milhões embarcaram sem qualquer cobertura de seguro viagem. Apenas 468,5 mil contrataram proteção para viagens internacionais.

No turismo doméstico, o cenário se repete. Cerca de 25 milhões de passageiros viajaram pelo Brasil sem cobertura, enquanto apenas 163,5 mil optaram pelo seguro. A projeção do setor indica que mais de 33,3 milhões de brasileiros devem viajar ao exterior até o fim de 2026, aumentando a preocupação das empresas com a baixa adesão à proteção.

“O seguro viagem deixou de ser um item opcional há muito tempo. Ele é uma ferramenta essencial de proteção financeira e assistência ao viajante. Casos como esse mostram que imprevistos acontecem e, sem cobertura, podem comprometer completamente a experiência — e até a estabilidade financeira do turista”, afirmou Marilberto França, CEO do Affinity Seguro Viagem.

O executivo também recomenda atenção especial para viagens aos Estados Unidos, devido ao alto custo do sistema de saúde local. “Para destinos como os Estados Unidos, o ideal é contratar planos com cobertura mínima de US$ 60 mil em despesas médicas e hospitalares”, destacou França.

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