Um episódio de imprudência chamou a atenção de visitantes das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), na manhã do último sábado (6). Um turista brasileiro ultrapassou as barreiras de segurança da passarela de observação para recuperar um celular que havia caído próximo às quedas d’água, colocando a própria integridade física em risco.
O local registrava grande movimentação no momento da ocorrência. Imagens gravadas por outros visitantes mostram o homem pendurado na estrutura da passarela antes de descer até a água. Após recuperar o aparelho, ele retornou à área de circulação de turistas.
📱🤦♂️ ARRIESGÓ SU VIDA PARA RECUPERAR SU CELULAR
Un turista cruzó las barreras de seguridad y saltó al agua para recuperar el celular que se le había caído. Fue en el paseo de la Garganta del Diablo, en el lado brasilero de las Cataratas del #Iguazú.#video #brasil #viral pic.twitter.com/ZZSXfacITS
— Líneas de Noticias (@LineasNoticias) June 8, 2026
Equipe de emergência realizou intervenção imediata
Segundo a concessionária Urbia Cataratas, responsável pela gestão da visitação no Parque Nacional do Iguaçu, os bombeiros civis que atuam no atrativo intervieram logo após o incidente. O visitante recebeu orientações sobre as normas de segurança e permaneceu acompanhado pela equipe até o encerramento do passeio. Ao final da visita, ele foi retirado do parque.
A administração do atrativo voltou a destacar que é proibido ultrapassar, escalar ou sentar nos guarda-corpos instalados ao longo do percurso turístico, independentemente da motivação. A medida vale tanto para tentativas de recuperar objetos quanto para registros fotográficos.
De acordo com a concessionária, a sinalização distribuída pelo parque e a presença permanente das equipes de emergência têm o objetivo de orientar os visitantes e reduzir situações de risco.
“Em casos de perda de pertences que venham a cair no rio ou nas encostas, a equipe de bombeiros poderá ser acionada para avaliar a possibilidade de resgate, de forma imediata ou em momento posterior, conforme as condições de segurança”, informou o parque em nota.
Objetos perdidos e impactos ambientais
A ocorrência também chama atenção para a quantidade de objetos que acabam caindo nas águas ou áreas de difícil acesso das Cataratas do Iguaçu. Em abril deste ano, uma operação de limpeza realizada no parque retirou 383 quilos de moedas do leito do rio Iguaçu.
O lançamento de moedas nas cataratas, prática associada por alguns visitantes a pedidos e superstições, é proibido e gera impactos ambientais. Além das moedas, a ação recolheu diversos itens pessoais deixados para trás durante a visitação.
Óculos, bonés, garrafas e outros objetos foram encontrados em áreas próximas às passarelas e às quedas d’água. A operação contou com o trabalho de colaboradores da concessionária e voluntários, que utilizaram equipamentos de segurança, como capacetes e cordas de rapel, para acessar pontos de difícil alcance.
O episódio deste fim de semana serve como alerta para os riscos envolvidos em tentativas de recuperar objetos por conta própria em um dos principais atrativos turísticos do Brasil. A recomendação do parque é que qualquer ocorrência seja comunicada às equipes responsáveis, que avaliam a viabilidade do resgate sem comprometer a segurança dos visitantes.







