São Paulo (SP) – Os conventions bureaus de Recife, Porto de Galinhas e Fernando de Noronha avançaram na formalização da Une PE, iniciativa que reunirá as três entidades em uma atuação conjunta para promoção de Pernambuco e captação de eventos. A estrutura está em fase final de definição e deverá contar com presidência, conselho e contribuição própria dos participantes.
“A gente não se enxerga como concorrente. Acho que esse é o grande diferencial dos conventions de Pernambuco. A gente quer que os negócios aconteçam em Pernambuco, seja em Recife, Noronha ou Porto de Galinhas. A gente quer que venham para o nosso Estado”, afirma Hellen Lopes, diretora executiva do Recife Convention & Visitors Bureau.
A articulação entre as entidades começou ainda durante a pandemia e ganhou novas ações conjuntas ao longo dos últimos anos. Em 2026, o movimento avançou com o projeto Pernambuco Mais MICE e com o apoio da Empetur às iniciativas realizadas pelos três destinos.
“A pandemia deu esse start de que a gente não é concorrente e precisa um do outro. Fizemos algumas ações desde então e, se tivéssemos formalizado lá atrás, isso já teria mais tempo”, diz Ana Luiza Accioly, gestora de Comunicação e Marketing do Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau.
Segundo as executivas, a formalização permitirá ampliar a busca por recursos, estruturar projetos próprios e representar conjuntamente o setor privado na promoção do destino.
Destinos apostam em complementaridade no Mice
A proposta parte das diferentes vocações dos três destinos. Recife concentra infraestrutura para congressos e grandes eventos, enquanto Porto de Galinhas tem oferta voltada também a incentivos e convenções. Fernando de Noronha entra com experiências exclusivas e produtos de maior valor agregado.
“Hoje a gente se enxerga como destinos complementares. Recife entra na parte dos grandes congressos, Porto de Galinhas na parte de incentivo e convenções e Noronha com experiências de luxo e exclusivas”, explica Hellen.
A estratégia também busca incorporar lazer à jornada do viajante de negócios. “O turista não quer ir para o congresso, entrar no quadrado, assistir à palestra e ir embora. Ele quer viver o destino”, acrescenta Ana Luiza.
Essa proximidade geográfica é apontada como uma vantagem para criar extensões de viagens e experiências associadas aos eventos. “Quando a gente vende um congresso, o congressista não vai só para Recife. Ele quer ficar uns dias, visitar Olinda, aproveitar. Temos esse diferencial de ter tudo em uma concentração geográfica muito pequena”, afirma Hellen.
A cooperação já chegou à captação internacional. Segundo as executivas, Recife e Porto de Galinhas somaram esforços recentemente em uma candidatura apresentada na Austrália para trazer um congresso internacional a Pernambuco.
Integração deve criar novos produtos para eventos
Com a Une PE, as entidades pretendem mapear experiências que possam ser incorporadas às propostas para organizadores de eventos, incluindo atividades fora dos espaços tradicionais.
“A gente vai procurar experiências que possa agregar ao Mice. Em vez de fazer tudo dentro de uma sala fechada, podemos fazer uma atividade em uma jangada em Porto de Galinhas ou dentro de um catamarã no Recife”, exemplifica Ana Luiza.
Para Hellen, a integração entre evento e destino acompanha uma mudança no comportamento do participante. “São essas conexões com as experiências, com o destino, com a nossa identidade e com a nossa cultura que fazem a diferença”,









