Fortaleza (CE) – A Arajet encerra 2026 com planos de ampliar sua presença no mercado brasileiro, impulsionada pelo crescimento das vendas e pela aproximação com o trade turístico. Em sua estreia no Brazil Travel Market (BTM), realizado em Fortaleza (CE), a companhia aérea dominicana apresentou resultados da operação no País e antecipou projetos que incluem novas conexões domésticas, ampliação da frota e possíveis rotas a partir de outros aeroportos brasileiros.
À frente da estratégia comercial da empresa no País, Deborah Daloia, gerente de vendas Brasil da Arajet, destaca que as vendas cresceram 85% em relação a 2025. O desempenho também se refletiu na oferta aérea, com o aumento de sete para nove frequências semanais a partir de São Paulo, atualmente a única origem brasileira atendida pela companhia.
A participação no BTM, segundo a executiva, faz parte de um movimento para ampliar o relacionamento com agentes e operadoras do Nordeste, depois de ações comerciais concentradas nas regiões Sul e Sudeste.
“Faz um ano e meio que assumi a operação da Arajet aqui no Brasil e a gente está cada vez mais se aproximando do trade. Já estávamos participando das feiras no Sudeste e no Sul e agora queremos nos aproximar também do trade do Nordeste”, afirma.
Conexões domésticas entram no planejamento
Embora a operação brasileira ainda esteja concentrada em São Paulo, a Arajet busca alternativas para facilitar o acesso de passageiros de outras regiões à sua malha internacional. Atualmente, esse fluxo é trabalhado em parceria com operadoras que comercializam viagens com conexão na capital paulista.
O próximo passo é negociar acordos com companhias aéreas nacionais para oferecer trechos domésticos complementares, conhecidos como add-ons. A expectativa é avançar nesse projeto em 2027, uma vez que a implementação ainda depende de questões técnicas e comerciais.
“É algo muito importante não só para conectar o Nordeste, mas porque o Brasil é muito grande. Queremos conectar todas as regiões para, por enquanto, sair de São Paulo”, explica Deborah.
Paralelamente, a empresa mantém conversas com aeroportos para avaliar novas operações. Rio de Janeiro e Brasília estão entre as possibilidades mencionadas pela executiva, embora ainda não haja confirmação de rotas.
Trade já responde por metade das vendas
A distribuição comercial também ganhou peso na estratégia da Arajet. Segundo Deborah, agências e operadoras já representam 50% das vendas da companhia no Brasil, participação que tem motivado investimentos nas ferramentas utilizadas pelos parceiros.
Entre as prioridades estão melhorias na integração com sistemas globais de distribuição (GDSs), agregadores e plataformas de vendas, além da ampliação dos meios de pagamento. A companhia trabalha, inclusive, para disponibilizar opções de parcelamento, ainda sem data anunciada.
O objetivo é facilitar a comercialização dos produtos da empresa e sustentar o crescimento em um cenário de custos elevados para a aviação. Nesse contexto, a política de tarifas competitivas continua sendo apontada como um dos pilares da operação.
Nove aeronaves devem chegar em 2027
A expansão comercial acompanha o planejamento de frota da Arajet. A companhia opera atualmente 16 aeronaves e prevê receber outras nove em 2027, chegando a 25 aviões. Para 2028, a projeção é alcançar 30 unidades.
O reforço deve abrir espaço tanto para novas rotas quanto para o aumento de frequências em mercados já atendidos, incluindo São Paulo, que poderá receber voos adicionais.
No planejamento internacional, a companhia também avalia a ampliação de sua rede. Entre os projetos mencionados estão uma operação para Caracas, na Venezuela, e uma ligação doméstica para Santiago de los Caballeros, na República Dominicana, que facilitaria o acesso a destinos turísticos como Puerto Plata e Cabarete.
“São novidades que ainda podem mudar, mas temos um planejamento muito estratégico para aumentar a quantidade de destinos e rotas da empresa”, conclui Deborah.








