Segurança viária também é uma questão de cuidado com as pessoas

Leandro Pimenta
Leandro Pimenta
CEO da tg.mob, formado em Comunicação Social e com MBA em Gestão de Negócios e pós-graduando em ESG na FIA Business School.

O Dia Nacional do Trânsito, celebrado em 25 de setembro, costuma trazer à tona discussões importantes sobre comportamentos, infraestrutura e prevenção de acidentes. Mas acredito que a data também seja uma oportunidade para ampliar esse olhar, afinal, segurança viária não diz respeito apenas a quem está no trânsito, mas também à forma como as empresas planejam e cuidam dos deslocamentos que realizam todos os dias.

Na mobilidade corporativa, essa responsabilidade deve começar antes mesmo de o veículo sair do lugar. Planejar uma rota é mais do que buscar o caminho mais rápido. É considerar horários, condições do trânsito, características das vias e o contexto de cada deslocamento para oferecer mais previsibilidade a quem está no volante e a quem está no banco do passageiro.

Esse cuidado pode parecer operacional, mas também faz parte da agenda ESG. O “S” da sigla significa diversidade, inclusão e relações de trabalho, mas inclui também uma outra dimensão, igualmente importante: criar condições para que as pessoas possam trabalhar e se deslocar com segurança.

É esse olhar que buscamos colocar em prática na tg.mob. O preparo do profissional passa por capacitações, claro, como direção defensiva, atendimento ao passageiro e prevenção ao assédio. São fundamentais! Mas também existe internamente uma preocupação constante com o bem-estar de quem está na operação, cuja função precisa ser exercida com calma, atenção e segurança.

A tecnologia pode e deve ser uma aliada nesse processo. O uso de dados e o monitoramento da operação permitem analisar trajetos, identificar padrões e tomar decisões com mais informação. Mas nenhum sistema substitui uma cultura de cuidado. É preciso uma combinação entre tecnologia, processos e pessoas preparadas.

Por isso, acredito que ESG na mobilidade também é responsabilidade cotidiana. É uma rota planejada, como um motorista é preparado, como uma equipe é orientada e como uma empresa reage quando identifica uma situação de risco. São decisões que muitas vezes não aparecem claras para o passageiro, mas fazem parte da experiência que ele recebe.

Lidamos diariamente com pessoas e, por isso, cada escolha operacional pode ter um impacto sobre elas. Segurança não deve ser tratada como uma etapa isolada da operação, mas como parte da cultura da empresa. Afinal, uma mobilidade responsável não é aquela que simplesmente chega ao destino, mas a que cuida das pessoas durante todo o caminho.

 

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