O mercado brasileiro de viagens corporativas encerrou 2025 com movimentação de R$ 144 bilhões, maior marca da história do segmento, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), conduzido pela Fecomércio-SP em parceria com a Alagev.
O resultado representa crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior. Apenas em setembro, 8,5 milhões de passageiros viajaram a trabalho no País, consolidando a retomada qualificada das reuniões presenciais e da mobilidade empresarial.
Diante desse cenário de expansão, a R3 Viagens sistematizou 10 protocolos adotados por viajantes corporativos frequentes, reunindo práticas operacionais e orientações pouco difundidas nos manuais internos das empresas. A proposta é ampliar a eficiência e reduzir riscos em deslocamentos nacionais e internacionais.
Entre as recomendações está o cadastro prévio no sistema e-Consular do Itamaraty para viagens internacionais, ferramenta gratuita que facilita o suporte consular em situações de emergência. No campo financeiro, a agência destaca a importância de optar pelo pagamento em moeda local no exterior para evitar o Dynamic Currency Conversion, mecanismo que pode adicionar de 8% a 10% ao valor da transação.
A utilização de cartões multimoeda com câmbio comercial também é apontada como alternativa para reduzir custos, considerando que a diferença entre câmbio comercial e turismo pode variar de 3% a 5%. No ambiente de hospedagem, solicitações como quarto em andar alto e pedido antecipado de late check-out aparecem como práticas simples que impactam diretamente na qualidade do descanso e na logística de voos no fim do dia.
Eficiência, segurança e desempenho
No campo da produtividade, o acesso a salas VIP via cartões premium é citado como diferencial para conexões longas, enquanto a preparação antecipada para jet lag, com ajuste gradual do horário de sono, integra protocolos de medicina do viajante. A hidratação adequada durante o voo e o uso de meias de compressão em trajetos superiores a quatro horas também fazem parte das orientações.
A agência reforça ainda cuidados com segurança digital, como o uso de VPN em redes Wi-Fi públicas e a recomendação de evitar portas USB compartilhadas em aeroportos, prática associada ao chamado “juice jacking”.
Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens, afirma que o papel da TMC evoluiu no mercado atual. “O viajante corporativo brasileiro está cada vez mais experiente – viaja com mais frequência, decide melhor e cobra mais da agência. Em um mercado de R$ 144 bilhões, a TMC que se posiciona apenas como operadora de reserva fica para trás. O papel hoje é estratégico”, declara.
Wilson Silva, CEO da WS LABS e responsável pelas áreas de marketing e tecnologia da R3 Viagens, acrescenta que sistematizar o conhecimento operacional contribui para qualificar políticas internas e elevar o padrão do mercado corporativo.










