Os Emirados Árabes Unidos ativaram um plano emergencial de transporte aéreo para retirar milhares de passageiros retidos na região do Golfo após a interrupção do tráfego comercial causada pelo conflito no Oriente Médio. A estratégia inclui a criação de corredores aéreos especiais e a coordenação de voos de repatriação em parceria com países vizinhos.
Segundo o ministro da Economia e Turismo, Abdulla bin Touq, o plano envolve cooperação direta com a Organização da Aviação Civil Internacional e com os países integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo. O sistema de contingência permite atualmente uma capacidade operacional de até 48 voos por hora nas rotas emergenciais, com possibilidade de expansão conforme as avaliações de segurança do espaço aéreo.
A operação está sendo implementada em fases para restabelecer gradualmente o fluxo de passageiros. Na primeira etapa, cerca de 17.498 viajantes foram transportados em 60 voos organizados por companhias aéreas nacionais desde o domingo (1).
A fase seguinte prevê a ampliação da operação para mais de 80 voos diários, com capacidade para retirar aproximadamente 27 mil passageiros da região. Paralelamente, o governo dos Emirados Árabes Unidos confirmou que assumirá os custos de hospedagem e alimentação dos viajantes que permanecem retidos devido à crise no transporte aéreo.
De acordo com bin Touq, o setor aéreo do país opera com elevado nível de preparação e planos preventivos para situações de emergência. “O setor de aviação nos Emirados Árabes Unidos trabalha com um alto nível de preparação e com planos preventivos claros”, afirmou o ministro, destacando que a coordenação entre autoridades e parceiros internacionais ocorre de forma contínua para avaliar a situação do espaço aéreo.
A iniciativa busca mitigar os impactos da paralisação parcial das operações aéreas no Golfo, que afetou rotas estratégicas de conexão entre Europa, Ásia e África e deixou milhares de passageiros retidos em aeroportos e hotéis da região.

