A Latam Airlines Group prepara uma nova fase de expansão no Brasil com a incorporação das aeronaves Embraer E2, que devem começar a operar a partir do último trimestre deste ano.
Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, os primeiros destinos atendidos pelo E2 ainda serão anunciados, com previsão para a segunda quinzena de junho, quando também devem ser abertas as vendas. Inicialmente, as aeronaves serão destinadas exclusivamente ao mercado doméstico brasileiro.
“O E2 vai entrar de forma natural na nossa rede, complementando a operação atual e permitindo crescimento com rentabilidade”, afirmou cadier.
A estratégia da companhia prevê três frentes principais para utilização do modelo. A primeira envolve a abertura de novos destinos, especialmente aeroportos menores que hoje não comportam aeronaves da família Airbus A320. Nesse cenário, a Latam estima operar ao menos cinco novos destinos.
Além disso, o E2 será utilizado para otimizar rotas já existentes, ajustando a capacidade de acordo com a demanda. Em determinados mercados, a aeronave pode substituir modelos maiores, como o A319, melhorando a eficiência operacional.
A terceira aplicação está relacionada ao aumento de frequências. A nova aeronave permitirá ampliar horários e oferta de voos em rotas já operadas, melhorando a conectividade e a experiência do cliente.
“Não é uma mudança radical na estratégia de rede, mas uma complementação bastante eficiente e rentável”, explicou o CEO.
A expansão também está alinhada à estratégia de fortalecimento dos hubs da companhia, como Aeroporto de Guarulhos e Brasília, ampliando a distribuição de passageiros e a conectividade regional.
No médio prazo, a Latam não descarta utilizar o E2 fora do Brasil, mas essa possibilidade deve ser avaliada apenas a partir de 2027, quando a frota estiver mais consolidada. Até lá, a prioridade será atender o mercado doméstico.
A chegada das novas aeronaves também reforça a estratégia da companhia de crescimento com eficiência, em um momento de maior volatilidade no setor. Para Cadier, o modelo oferece flexibilidade e amplia o alcance da operação sem comprometer a rentabilidade.
A decisão ocorre em um contexto de expansão gradual da malha e maior atenção à eficiência de custos, especialmente diante do cenário de alta do combustível. Ainda assim, a companhia mantém o plano de crescimento sustentável.

