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Aerolíneas Argentinas retira bagagem de mão das tarifas básicas em voos domésticos

Nova política permite apenas item pessoal pequeno nas passagens mais econômicas dentro da Argentina

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

A Aerolíneas Argentinas anunciou mudanças nas regras de bagagem para voos domésticos dentro da Argentina. A partir de agora, passageiros que adquirirem a tarifa mais econômica poderão embarcar apenas com um item pessoal pequeno, como mochila, bolsa ou pasta, desde que o volume caiba sob o assento à frente.

Com a nova política, a tradicional mala de cabine transportada no compartimento superior da aeronave deixa de ser gratuita nessa categoria tarifária e passa a ser cobrada separadamente.

A mudança vale oficialmente para rotas nacionais operadas pela companhia argentina, mas pode afetar também passageiros em conexão dentro do país ou clientes que emitirem itinerários com trechos domésticos associados à viagem internacional.

O principal risco, segundo especialistas do setor, está na falta de atenção às condições tarifárias no momento da compra. Muitos passageiros ainda associam automaticamente a bagagem de mão ao valor da passagem e acabam descobrindo a cobrança extra apenas durante o embarque.

Companhias tradicionais aderem ao modelo

A decisão da Aerolíneas Argentinas acompanha um movimento que já começa a ganhar espaço entre empresas aéreas tradicionais fora do universo low cost. Recentemente, a Lufthansa também lançou uma tarifa básica na Europa sem direito à mala de cabine tradicional.

Nesse modelo, o passageiro pode embarcar apenas com um item pessoal pequeno. O acesso ao bagageiro superior exige pagamento adicional ou compra de uma categoria tarifária superior.

O avanço desse formato evidencia mudanças no comportamento da indústria aérea nos últimos anos. Inicialmente, as companhias passaram a retirar a bagagem despachada das tarifas promocionais. Agora, a cobrança pela bagagem de mão começa a ganhar força como nova fonte de receita.

Mercado aposta em tarifas enxutas

A estratégia acompanha a transformação dos hábitos de viagem dos passageiros. Com o aumento das tarifas de despacho, muitos consumidores passaram a priorizar viagens apenas com mala de cabine, especialmente em rotas curtas e viagens internacionais rápidas.

As companhias aéreas perceberam esse movimento e passaram a monetizar também o espaço no compartimento superior das aeronaves. O resultado é um cenário de passagens inicialmente mais baratas, mas com redução gradual dos serviços incluídos.

Além da bagagem, itens como marcação de assento, embarque prioritário e escolha de categorias flexíveis passaram a ser cobrados separadamente em diversas empresas ao redor do mundo.

Diante desse cenário, especialistas recomendam atenção redobrada antes da emissão da passagem. Em muitos casos, uma tarifa aparentemente mais barata pode acabar custando mais após a inclusão de serviços considerados essenciais pelo passageiro.

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