Brasil e França oficializaram nesta quarta-feira (1º) a suspensão da exigência de visto para a entrada de cidadãos brasileiros na Guiana Francesa. A medida passa a valer em 31 de julho e foi assinada por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, e Jean-Noël Barrot, ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, durante encontro no Itamaraty.
A decisão ocorre após primeiro anúncio realizado em 5 de junho de 2025 por Emmanuel Macron, presidente da França, em Paris, sobre o fim da obrigatoriedade do visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa. Na ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, e Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá, acompanharam o anúncio. A medida era debatida havia pelo menos 16 anos e foi celebrada por autoridades do Amapá, único estado brasileiro que faz fronteira com o território ultramarino francês.
O acordo integra um plano de ação para ampliar a cooperação bilateral em segurança pública na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa, com foco no enfrentamento ao crime organizado transnacional. A iniciativa também deve facilitar a circulação regular de pessoas entre os dois territórios e criar novas oportunidades para o desenvolvimento regional.
“Trata-se de um marco histórico nas nossas relações que atende aos anseios das populações, tanto do lado do Brasil, em especial do estado do Amapá, quanto do lado da Guiana”, afirmou Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil.
Segundo Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, a isenção do visto deverá estimular a travessia legal, favorecer o desenvolvimento do Amapá e da Guiana Francesa e contribuir para a coleta de informações sobre a circulação na fronteira.
“A isenção do visto incentivará a travessia legal e contribuirá para o desenvolvimento do Amapá e da Guiana. Contribuirá também com o combate ao crime na fronteira, proporcionando maior registro e coleta de informações”, disse.
Durante a cerimônia, Jean-Noël Barrot, ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, afirmou que os dois países compartilham não apenas uma fronteira, mas também responsabilidades ligadas à segurança das populações locais, à proteção ambiental e à promoção do desenvolvimento da região transfronteiriça.
Além da pauta migratória e de segurança, os chanceleres discutiram o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e França em áreas como defesa, indústria, inovação, energia, minerais críticos e supercomputação.








