A Tap Air Portugal anunciou a escolha do Grupo Lufthansa como futuro acionista privado e parceiro estratégico, em mais uma etapa do processo de reprivatização da companhia aérea portuguesa. A decisão foi tomada pelo governo de Portugal e abre caminho para uma nova estrutura societária, com perspectivas de expansão da frota, fortalecimento da conectividade e maior competitividade no mercado internacional.
O anúncio ocorre no ano em que a Tap completa 81 anos de operação. A companhia também agradeceu ao Grupo Air France-KLM pela participação no processo de seleção, destacando o interesse demonstrado pela empresa franco-neerlandesa.
A entrada da Lufthansa no capital da Tap, entretanto, ainda não foi concluída. A operação depende da assinatura dos acordos contratuais e das aprovações regulatórias necessárias para a efetivação da participação acionária.
Acordo prevê manutenção da marca e do hub de Lisboa
Segundo a Tap, a proposta selecionada pelo governo português contempla a preservação da identidade da companhia, incluindo sua marca, sede em Portugal e o hub no Aeroporto de Lisboa.
O plano também prevê o desenvolvimento das operações no Porto, a ampliação da frota e a valorização das atividades de Manutenção & Engenharia.
A expectativa é que a futura associação permita à Tap aproveitar a escala internacional e a experiência operacional do Grupo Lufthansa, ampliando oportunidades de crescimento nos mercados em que atua.
No segmento transatlântico, a companhia portuguesa destaca a possibilidade de futura integração à joint venture A++, voltada ao mercado do Atlântico Norte. A iniciativa poderá fortalecer sua atuação nas ligações entre a Europa e a América do Norte.
Tap seguirá plano estratégico até 2035
Durante as próximas etapas da reprivatização, a companhia manterá a execução de seu plano estratégico 2026–2035, que orienta as prioridades de desenvolvimento e gestão.
Para Carlos Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Tap, a escolha representa uma oportunidade de fortalecer a empresa após um período de transformações.
“Mais do que a entrada de um novo acionista, importa assegurar que esta parceria se traduz em oportunidades concretas de crescimento, numa Tap mais forte e competitiva e na criação de valor para Portugal”, afirmou.
O executivo também ressaltou que a companhia ainda precisa cumprir etapas importantes antes da conclusão da operação. “Até à conclusão da operação, continuaremos focados na nossa estratégia, nos nossos clientes e nas responsabilidades que temos perante a companhia”, concluiu.









