O Conselho Municipal de Nova York votou, em 22 de outubro, a favor de uma proposta que proíbe passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park a partir de junho de 2028. A medida pretende encerrar uma tradição turística que remonta ao século 19, após anos de debates sobre o bem-estar dos animais e a segurança pública.
A proposta ainda depende da sanção do prefeito Zohran Mamdani, que já manifestou apoio à proibição, mas também levantou preocupações sobre as condições de trabalho dos profissionais do setor. O período até a entrada em vigor da medida busca permitir que cerca de 150 condutores ativos encontrem novas ocupações, segundo Julie Menin, presidente do Conselho Municipal.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte, que representa os condutores, anunciou que pretende contestar a decisão judicialmente. O texto aprovado também prevê a análise de possíveis compensações aos titulares das licenças para operar as carruagens.
Segurança e bem-estar animal
A discussão sobre a permanência dos passeios no parque se intensificou após uma série de acidentes envolvendo cavalos e carruagens. Em junho deste ano, um turista indiano de 18 anos morreu após ser atingido por um cavalo que se soltou e disparou. O episódio ocorreu após outros incidentes, incluindo mortes de animais.
Críticos da atividade apontam riscos à segurança e ao bem-estar dos cavalos. Já os defensores da tradição destacam os empregos gerados pelo setor e sua importância histórica para a cidade. A proposta também determina que os proprietários dos quase 200 cavalos envolvidos na atividade não poderão vendê-los para abate ou para outras empresas de carruagens.
A Central Park Conservancy, organização responsável pela gestão do parque urbano, que recebe cerca de 42 milhões de visitas por ano, apoiou a proibição.
Tradição turística de Nova York
Os passeios de carruagem integram a história turística do Central Park desde meados do século 19 e ganharam projeção internacional ao aparecer em filmes e séries de televisão, como Barefoot in the Park e Sex and the City.
Atualmente, uma experiência de 45 minutos pode custar US$ 150, enquanto passeios para ocasiões especiais, como pedidos de casamento, podem chegar a várias centenas de dólares.
Caso seja sancionada, a proibição encerrará uma das atrações turísticas mais tradicionais de Manhattan. Até junho de 2028, porém, a atividade poderá continuar operando, sujeita às regras e condições vigentes.









