São Paulo (SP) — A Azul realizou mais uma edição do Azul Onboard nesta quarta-feira (28), no Villa Bissutti, em São Paulo, com apresentações sobre as áreas da companhia e iniciativas para aproximar a aérea dos agentes de viagens. O encontro reuniu executivos para discutir produtos, relacionamento com o trade, experiência do cliente e planejamento de malha, além de apresentar ferramentas como o Hub Azul, plataforma de informações, treinamentos e campanhas comerciais.
Ricardo Bezerra, gerente geral de Inteligência Comercial da Azul, destacou a integração entre as áreas e a escuta do mercado como pontos centrais para o desenvolvimento das estratégias da companhia. Ao falar sobre o planejamento da malha, o executivo afirmou: “No final das contas, é isso: como a gente planeja melhor? O que a gente quer é estar onde o cliente quer voar e atender da maneira que ele quer.” Bezerra também explicou que a aproximação com os agentes vem sendo ampliada a partir dos retornos recebidos do setor. “Não que a gente não atendesse, mas entendemos a importância de estar cada vez mais próximos, fazendo esses eventos, visitando, conversando e escutando.”

O executivo também apresentou o Hub Azul como uma ferramenta para ampliar o contato com profissionais que atuam diretamente com o consumidor final, inclusive aqueles que não mantêm contrato direto com a companhia. Lançada durante a última Abav Expo, a plataforma já havia ultrapassado mil inscritos, segundo Bezerra. “Não que a gente não atendesse, mas entendemos a importância de estar cada vez mais próximos, fazendo esses eventos, visitando, conversando e escutando.”, explicou. O ambiente reúne informações, treinamentos e campanhas, além de oferecer um sistema de pontos que poderá ser trocado por prêmios e experiências.
Beatriz Barbi, gerente sênior de Planejamento de Malha da Azul, abordou os desafios do setor aéreo diante das oscilações de custos e das mudanças na demanda. Segundo a executiva, a diversidade da frota permite ajustar a oferta às características de cada mercado. “A gente voa aquilo que faz sentido para estratégia e aquilo que as pessoas querem voar”, afirmou. Ela também destacou a importância de aproveitar a flexibilidade operacional para atender diferentes perfis de passageiros e períodos do ano. “Então, os desafios são muitos, mas as oportunidades também”, disse.

Para a alta temporada, Beatriz citou a ampliação da oferta de assentos no mercado doméstico, com atenção especial ao Nordeste, além de oportunidades em destinos ligados ao ecoturismo e à pesca esportiva. A executiva ressaltou que o planejamento não depende apenas da abertura de novas rotas, mas também da análise do comportamento dos passageiros e da utilização de tecnologia para identificar preferências. “E inovar não necessariamente significa expandir e crescer sem sentido”, pontuou. A proposta, segundo ela, é alinhar a malha às demandas dos clientes e às oportunidades de cada região.
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