O dólar apresenta desvalorização em relação ao real nesta quarta-feira (4), após registrar alta na sessão anterior. O movimento acompanha o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional, em resposta às vitórias do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos. No Brasil, os investidores também aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, prevista para depois do encerramento das negociações.
Dólar opera abaixo de R$ 5,47 nesta quarta-feira
Por volta das 9h12, o dólar à vista apresentava recuo de 0,34%, cotado a R$ 5,469 na venda. Na B3, os contratos futuros da moeda norte-americana com vencimento em dezembro também registravam queda de 0,34%, negociados a R$ 5,499.
No mercado externo, o índice do dólar, indicador que acompanha o desempenho da divisa dos Estados Unidos diante de uma cesta de seis moedas internacionais, recuava 0,36%, aos 101,350 pontos.
Na sessão de terça-feira (3), a moeda norte-americana havia encerrado as negociações com valorização de 0,74%, cotada a R$ 5,4863.
Na referência apresentada para o dólar comercial, as cotações de compra e venda estavam em R$ 5,474, valor sujeito às oscilações registradas ao longo do pregão.
Resultado eleitoral nos Estados Unidos pressiona moeda
O desempenho do Partido Democrata nas eleições legislativas norte-americanas provocou uma reação negativa do dólar nos mercados internacionais. Os investidores passaram a avaliar os possíveis efeitos de mudanças na política econômica dos Estados Unidos, especialmente diante da perspectiva de regras mais rigorosas para o setor de inteligência artificial e de eventuais impactos sobre o crescimento da economia.
A desvalorização da moeda norte-americana favoreceu outras divisas importantes. O euro atingiu seu maior patamar em quase duas semanas, enquanto a libra esterlina alcançou a cotação mais elevada em aproximadamente sete semanas.
O resultado eleitoral também representou um revés político para o presidente Donald Trump. Os democratas conquistaram vitórias expressivas em regiões tradicionalmente favoráveis aos republicanos, inclusive em distritos considerados redutos conservadores havia décadas. A dimensão dos resultados surpreendeu parte do mercado e trouxe novas perspectivas para a relação entre o governo e o Congresso norte-americano.

